O Governo anunciou nesta quarta-feira a exoneração de três funcionários do Ministério dos Transportes, onde as denúncias de corrupção repercutidas na imprensa já forçaram a demissão ou afastamento de 15 servidores.
Os novos decretos de destituição foram publicados nesta quarta-feira no “Diário Oficial da União”. Eles afetam Eduardo Costa, assessor no Ministério dos Transportes; Pedro Ivan Guimarães Rogedo, assessor na Valec, empresa estatal do setor de ferrovias; e Cleilson Queiroz, gerente de licitações e contratos da Valec.
Na terça-feira, já tinham sido afastados seis funcionários do Ministério e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), entidade vinculada a esta pasta.
Desde que a revista “Veja” publicou denúncias de fraudes em contratos públicos e desvios de recursos públicos no Ministério, no início deste mês, já foram destituídos 12 funcionários, enquanto o diretor do Dnit foi afastado do cargo provisoriamente e até o então ministro, Alfredo Nascimento, apresentou sua renúncia, pressionado pelas acusações de corrupção.
Embora o diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, esteja oficialmente de férias, fontes do Governo já disseram que ele será destituído quando retornar ao Ministério.
A “faxina” no Ministério de Transportes começou no último dia 2, quando a reportagem da “Veja” atingiu dirigentes do Partido da República (PR), que controla o Ministério dos Transportes desde 2003.
Para superar a crise, a presidente Dilma Rousseff nomeou há duas semanas o então secretário-executivo da pasta, Paulo Sérgio Passos (também do PR), para o cargo de ministro.
Os partidos de oposição já apresentaram pedidos para que Passos seja convocado ao Congresso, pois alegam que ele, como segundo na hierarquia do Ministério e como dirigente do PR, tinha de estar ciente das irregularidades.