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‘Invisibilidade e registro civil’ é o tema da redação do Enem neste ano

Atendendo as expectativas dos alunos e professores, que não esperavam um tema polêmico ou que abordasse minorias, a redação do Enem tem um tema neutro

Foto: Divulgação

O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, que ocorre neste domingo, 21, é marcado pelas provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias e, claro, a parte da prova que mais gera especulação durante o preparatório para o exame: a redação.

O tema é divulgado horas depois da entrada dos alunos nas escolas onde responderão o caderno de questões. Neste ano, os alunos terão de escrever sobre “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. A aplicação do primeiro dia começou às 13h30 e deve seguir até as 19 horas. No próximo domingo, 28, os participantes fazem as provas de matemática e ciências da natureza.

Atendendo as expectativas dos alunos e professores, que não esperavam um tema polêmico ou que abordasse minorias, a redação do Enem tem um tema neutro.

Exame ocorre em meio à crise

O entendimento de que a prova seguiria esse caminho veio após uma debandada de 37 funcionários do Inep, dias antes à aplicação do Enem. Um dos motivos, entre vários apresentados, seria a interferência governamental nas questões do exame.

Além do cenário de crise no Instituto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a dizer, em declaração, que agora as questões da prova “começam a ter a cara do governo” e que o exame não repetirá “os absurdos do passado”. O Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu, nesta sexta-feira, 19, um procedimento para apurar denúncias em relação à gestão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em possíveis irregularidades na prova.

Após a declaração polêmica e antidemocrática, o chefe do executivo foi bastante criticado pela oposição. “Não há dúvidas de que houve direcionamento e censura às provas. Precisam ser responsabilizados!”, afirmou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), no Twitter.

O Enem deste ano teve o menor número de inscritos desde 2005. O total de candidatos que vai fazer este Enem é de cerca de 3,4 milhões, quase metade do que o Ministério da Educação (MEC) esperava de inscritos no início do ano. O sentimento geral, nos jovens que vão fazer a prova, é de descontentamento com o clima de censura envolto no exame.

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