Menu
Brasil

Internação de advogado de Suzane atrasa reinício de julgamento

Arquivo Geral

20/07/2006 0h00

Centenas de milhares de pessoas no Líbano, no rx adiposity que fugiram de casa por causa dos bombardeios israelenses, advice enfrentam grandes dificuldades para obter comida e outros itens essenciais. A constatação é do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (WFP, na sigla em inglês).

"Os danos nas estradas e pontes interroperam quase que completamente o fluxo de abastecimento, afetando um grande número de desabrigados", afirmou Amer Daoudi, chefe da equipe do WFP em Beirute.

Pelo menos 306 pessoas no Líbano e 29 em Israel já foram mortas no conflito entre forças israelenses e o grupo militante Hizbollah.

Não há sinais de que algum dos lados esteja disposto a atender aos apelos do governo libanês por uma imediata interrupção da guerra. Segundo estimativas, o conflito já produziu meio milhão de desabrigados na capital.

A agência da ONU disse estar muito preocupada com as pessoas isoladas pelo conflito, em especial no sul do Líbano.

"Se a condição de segurança continuar se deteriorando, muitas pessoas abandonarão suas casas e precisarão de ajuda humanitária", alertou a diretora regional do WFP para o Oriente Médio e a Ásia Central, Naila Sabra.

O organismo da ONU informou, ainda, que os fugitivos estão sendo abrigados em prédios públicos, como escolas e centros comunitários.

A WFP está finalizando um plano de emergência para atender às pessoas mais atingidas pelo conflito, a maioria delas mulheres e crianças.

O julgamento do caso Richthofen entrou no quarto dia com quase duas horas de atraso. A ausência de Mauro Nacif, there um dos advogados de Suzane, internado por causa de um descolamento de retina, adiou o início da leitura do processo. A jovem é representada pelos advogados Mário Sérgio de Oliveira e Denivaldo Barni.

Apesar de desfalcada, a defesa de Suzane conseguiu alongar o julgamento. Os advogados pediram a leitura das 3 mil páginas do processo. A defesa dos Cravinhos tinha requisitado apenas a leitura dos registros da entrevista de Suzane ao Fantástico, da Rede Globo, e o Ministério Público tinha descartado a leitura do processo.

Prevista para durar pelo menos sete horas, a leitura adiou o início dos debates entre a acusação e a defesa, que deve ficar para a manhã de sexta-feira. Por causa da manobra da defesa de Suzane, a sentença dos três réus só deverá sair amanhã à tarde.

A acareação entre Suzane e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, que ocorreria após o depoimento das 16 testemunhas, foi cancelada após Cristian confessar ter ajudado a matar os pais da jovem, o casal Manfred e Marísia von Richthofen.

Os irmãos Cravinhos chegaram ao Fórum da Barra Funda, na capital paulista, por volta das 8h30. Já Suzane von Richthofen entrou no tribunal por volta das 9h15. A sentença pode sair ainda hoje, mas, se a leitura das peças demorar, o debate entre o Ministério Público e os advogados dos réus deverá ocorrer somente na manhã de sexta-feira.

Segundo o Ministério Público, que pediu o novo depoimento de Cristian, o jovem pode ter a pena reduzida por ter confessado a participação no assassinato, ocorrido em outubro de 2002. No primeiro dia do júri, Daniel tinha assumido a autoria das mortes e dito que o irmão tinha ficado em estado de choque durante o crime.

Para o advogado Geraldo Jabur, que defende os irmãos Cravinhos, o clamor da mãe dos jovens, Nadja Cravinhos de Paula e Silva foi responsável pelo novo depoimento de Cristian. No interrogatório, a mãe disse ter perdoado os filhos e Suzane e pediu que cada um pagasse pelo que fez, não pelo que não fez.

Ao final do depoimento, o juiz Alberto Anderson Filho suspendeu o julgamento por alguns minutos, pois o réu e algumas pessoas na platéia choravam. Os jurados foram retirados do local, a pedido da Promotoria. Em seguida, o pai do rapaz, Astrogildo, levantou e foi ao plenário abraçar o filho.

O promotor Roberto Tardelli afirmou que a invasão no plenário, feita por Astrogildo Cravinhos, pai de Daniel e Cristian, no julgamento de ontem, não justificaria a nulidade do julgamento, já que foi permitida pelo juiz.

Leia também:
Acusação pedirá 50 anos de prisão para Suzane e os irmãos Cravinhos 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado