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Brasil

Inmet alerta para baixa umidade relativa do ar nos próximos dias

Umidade pode variar entre 15% e 20% ao longo da semana, e o ideal é que fique acima de 60%

Redação Jornal de Brasília

20/08/2025 7h02

Foto: Inmet

Larissa Barros
redacao@grupojbr.com

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta segunda-feira (18) um aviso de perigo para o Distrito Federal e outras regiões do Brasil devido à baixa umidade do ar. No DF, os índices devem oscilar entre 15% e 20% nas horas mais quentes do dia ao longo desta semana. O alerta também se estende a estados como Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Goiás. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a umidade relativa fique acima de 60%.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, o Inmet informou que a situação deve persistir nos próximos dias. “Os últimos prognósticos indicam persistência dessa condição de baixa umidade e altas temperaturas no Brasil central. Não estamos sob atuação de nenhum fenômeno de variação climática que venha a agravar a situação do ano atual. De maneira geral, os valores observados até o presente momento se encontram dentro da climatologia normal para o período”, explicou o órgão.

Os efeitos do tempo seco vão desde o ressecamento da pele até o desconforto nos olhos, boca e nariz. Para reduzir os impactos, o Instituto orienta medidas preventivas. “A orientação para se proteger nesse período de seca é beber bastante líquido, evitar atividades físicas ao ar livre, principalmente nos horários de maior intensidade da radiação solar (entre 10h e 16h), usar hidratantes para a pele e lábios e umidificar os ambientes internos. Os mais vulneráveis devem ter ainda mais cuidado com a hidratação”, destacou o Inmet.

Especialistas reforçam que a baixa umidade também afeta diretamente as vias respiratórias. O pneumologista Jo Sousa explica que pacientes com doenças respiratórias tendem a apresentar piora dos sintomas. “Em geral, a mucosa das vias respiratórias fica mais exposta ao ar seco durante os movimentos respiratórios, causando desidratação, sensação de ardência e casos de sangramento nasal em algumas pessoas”, disse.

Segundo ele, os cuidados devem incluir a manutenção do tratamento médico em curso, a ingestão de líquidos e a proteção nos horários mais quentes do dia. “Não suspender o tratamento, evitar dentro do possível a exposição ao sol, aumentar a ingestão de líquidos nesses horários e, em alguns casos, conversar com o médico sobre a indicação de solução fisiológica nasal, medicamentos de uso inalatório ou nebulizações”, orientou.

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