“Os povos quíchuas dizem claramente que a Petrobras opera em uma reserva ambiental e que não a queremos ali”, afirmou o indígena Henderson Hualinga, representante da etnia, em Porto Alegre durante o Fórum Social Mundial.
Conhecido como Lote 117, o campo explorado pela Petrobras fica na fronteira do Peru com Equador e Colômbia. A estatal opera no local por meio de uma concessão dada pelo Governo peruano.
Além de lembrar que a exploração se dá em uma reserva ambiental, Hualinga sustenta que, durante o processo de concessão, os índios da região – “que não querem nenhuma petrolífera ali”, disse – não foram consultados.
“O Governo entregou nossos territórios a outras empresas multinacionais porque lá há petróleo, madeira e outros recursos, mas as empresas levam seus lucros e deixam a poluição”, denunciou.
Segundo o líder indígena, as operações da Petrobras nessa região afetam diretamente pelo menos 100 comunidades que moram às margens dos rios Putumayo e Napo.
Hualinga afirmou que outros líderes indígenas que se opuseram às operações da Petrobras na Amazônia têm sido “perseguidos” pelo Governo peruano e que alguns foram “assassinados” em circunstâncias não esclarecidas pelas autoridades.