Menu
Brasil

Índios pedem apoio do Fórum Social para tirar Petrobras da Amazônia peruana

Arquivo Geral

27/01/2010 0h00


A Associação Interétnica do Desenvolvimento da Floresta Peruana pediu hoje apoio ao Fórum Social Mundial para exigir a saída da Petrobras de campos de exploração de petróleo na região amazônica.

“Os povos quíchuas dizem claramente que a Petrobras opera em uma reserva ambiental e que não a queremos ali”, afirmou o indígena Henderson Hualinga, representante da etnia, em Porto Alegre durante o Fórum Social Mundial.

Conhecido como Lote 117, o campo explorado pela Petrobras fica na fronteira do Peru com Equador e Colômbia. A estatal opera no local por meio de uma concessão dada pelo Governo peruano.

Além de lembrar que a exploração se dá em uma reserva ambiental, Hualinga sustenta que, durante o processo de concessão, os índios da região – “que não querem nenhuma petrolífera ali”, disse – não foram consultados.

“O Governo entregou nossos territórios a outras empresas multinacionais porque lá há petróleo, madeira e outros recursos, mas as empresas levam seus lucros e deixam a poluição”, denunciou.

Segundo o líder indígena, as operações da Petrobras nessa região afetam diretamente pelo menos 100 comunidades que moram às margens dos rios Putumayo e Napo.

Hualinga afirmou que outros líderes indígenas que se opuseram às operações da Petrobras na Amazônia têm sido “perseguidos” pelo Governo peruano e que alguns foram “assassinados” em circunstâncias não esclarecidas pelas autoridades.

    Você também pode gostar

    Índios pedem apoio do Fórum Social para tirar Petrobras da Amazônia peruana

    Arquivo Geral

    27/01/2010 0h00

    A Associação Interétnica do Desenvolvimento da Floresta Peruana pediu hoje apoio ao Fórum Social Mundial para exigir a saída da Petrobras de campos de exploração de petróleo na região amazônica.

    “Os povos quíchuas dizem claramente que a Petrobras opera em uma reserva ambiental e que não a queremos ali”, afirmou o indígena Henderson Hualinga, representante da etnia, em Porto Alegre durante o Fórum Social Mundial.

    Conhecido como Lote 117, o campo explorado pela Petrobras fica na fronteira do Peru com Equador e Colômbia. A estatal opera no local por meio de uma concessão dada pelo Governo peruano.

    Além de lembrar que a exploração se dá em uma reserva ambiental, Hualinga sustenta que, durante o processo de concessão, os índios da região – “que não querem nenhuma petrolífera ali”, disse – não foram consultados.

    “O Governo entregou nossos territórios a outras empresas multinacionais porque lá há petróleo, madeira e outros recursos, mas as empresas levam seus lucros e deixam a poluição”, denunciou.

    Segundo o líder indígena, as operações da Petrobras nessa região afetam diretamente pelo menos 100 comunidades que moram às margens dos rios Putumayo e Napo.

    Hualinga afirmou que outros líderes indígenas que se opuseram às operações da Petrobras na Amazônia têm sido “perseguidos” pelo Governo peruano e que alguns foram “assassinados” em circunstâncias não esclarecidas pelas autoridades.

    No entanto, a Petrobras afirmou à Agência Efe por meio de sua assessoria de imprensa que não opera no Lote 117 no momento.

    Por meio de um comunicado, a empresa disse que apenas realiza “estudos aerogravimétricos autorizados pelos órgãos competentes” peruanos, ou seja, “sobrevoos na região do bloco, sem a presença física em terra”.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado