O Instituto Médico-Legal (IML) de Teresópolis, que funciona ao lado do prédio da 110.ª Delegacia de Polícia, vivia um verdadeiro caos no início da noite desta quarta-feira. Dezenas de parentes de alguns dos mais de cem mortos na tragédia continuavam em busca de informações sobre as vítimas. Alguns moradores carregavam corpos encontrados sob a terra. Uma igreja da cidade foi usada como local para que os mortos pudessem ser reconhecidos.
Com apenas uma equipe de legistas por dia e acostumados a receber entre 10 e 15 corpos por mês, o IML foi obrigado a pedir auxílio ao departamento da capital fluminense. A cidade do Rio enviou duas equipes ao município da região serrana para auxiliar nas necropsias.
Com ruas e estradas bloqueadas, equipes de buscas têm dificuldade para remover corpos ou tentar resgatar moradores presos sob escombros. “É a maior catástrofe da história do município”, declarou o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek (PT).
Até as 20 horas, 83 corpos tinham sido levados para o IML e muitos parentes permaneciam no local há quase 10 horas, esperando para liberar os corpos das vítimas.