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A Justiça de São Paulo decidiu manter a condenação do Estado de São Paulo e do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) a indenizarem um idoso de 87 anos que recebeu um diagnóstico errado de câncer terminal no pâncreas sem ter a doença em abril de 2023. O paciente ficou nove meses sob cuidados paliativos.
A 11ª Câmara de Direito Público aumentou a indenização por danos morais de R$ 10 mil para R$ 50 mil.
O valor será destinado aos herdeiros do paciente, que morreu no curso do processo. O colegiado manteve parcialmente a sentença da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, conforme decisão judicial obtida pelo UOL.
Idoso procurou atendimento após apresentar pele amarelada, urina escura e perda acentuada de peso. Médicos o diagnosticaram com neoplasia maligna terminal no pâncreas, sem possibilidade de cura, e o encaminharam para cuidados paliativos, mesmo sem fazer exames mais aprofundados.
Depois de nove meses, novos exames concluíram que o paciente nunca teve câncer. Documentos registraram crises de ansiedade, medo da morte, uso de medicação psiquiátrica e de comportamentos de intenso desassossego pelo paciente após o diagnóstico. Ele também passou a apresentar acentuada fraqueza e necessidade de andador e cadeira de rodas, o que não ocorria antes do diagnóstico errado.
“O equívoco só veio a ser revisto quando a equipe de cuidados paliativos, em visita domiciliar, constatou a ausência de descrição clara de tumor nos exames de imagem e a estabilidade clínica do paciente, o que motivou a nova tomografia”, disse o relator do recurso, o desembargador Fernão Borba Franco.
O desembargador apresentou argumentos na decisão para aumentar a indenização. Franco apontou que foi imposto sofrimento ao idoso “pela crença, sustentada por meses, na iminência da própria morte”.
A reportagem entrou em contato com o Estado de São Paulo e com o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). O texto será atualizado tão logo haja manifestação.
Idoso será indenizado após diagnóstico errado de câncer terminal em SP
Valor será destinado aos herdeiros do paciente, que morreu no curso do processo
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