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Brasil

Identificar sete sintomas em bebês poderia detectar doenças fatais

Arquivo Geral

11/01/2008 0h00

Identificar sete sintomas clínicos concretos durante a primeira semana de vida de um bebê poderia ajudar a diagnosticar a tempo doenças potencialmente fatais na criança, website indica um artigo publicado na revista médica “The Lancet”.

Um número estimado em 4 milhões de bebês morrem todos os anos durante os primeiros 28 dias de vida e 75% falecem na primeira semana, acrescenta a publicação.

A maior parte dos partos nos países de renda baixa ocorre em casa, e, por isso, é importante melhorar a identificação de bebês com doenças fatais e que precisam ser atendidos em um hospital, afirma a pesquisa.

Durante meados dos anos 90, foi criada uma estratégia para controlar as doenças infantis chamada Management of Childhood Illness (IMCI, em sua sigla em inglês).

A iniciativa é uma forma integrada de enfrentar estes problemas, centra no bem-estar geral da criança e cujo objetivo era reduzir as doenças do bebê e promover o desenvolvimento dele até os 5 anos, incluindo elementos preventivos e curativos.

O IMCI, no entanto, não contemplava a primeira semana de vida, período em que ocorre a maioria das mortes infantis.

O especialista Martin Weber e um grupo de colegas do The Young Infants Clinical Signs Study Group se propuseram a fornecer uma lista de referência para os recém-nascidos com doenças durante a primeira semana de vida e com a qual melhorar as diretrizes já existentes no IMCI para os bebês com entre 7 e 59 dias.

Para isso, o grupo começou fazendo uma avaliação de 31 sintomas clínicos, sozinhos e combinados, que foram empregados por especialistas para identificar doenças graves em bebês, que precisavam ser hospitalizados.

O estudo tomou como base 3.177 crianças de entre 0 e 6 dias e 5.712 de entre 7 e 59 dias, que tinham sido transferidos com alguma doença a centros médicos em Bangladesh, Bolívia, Gana, Índia, Paquistão e África do Sul.

Os pesquisadores encontraram nos bebês doze sintomas que prediziam doenças graves em sua primeira semana, entre os quais figuravam o histórico de dificuldade de alimentação, as convulsões, a letargia, o movimento somente se a criança fosse estimulada, ou as temperaturas de 37,5 graus ou acima disso.

Posteriormente, a lista se reduziu a apenas sete sintomas (histórico de dificuldades de alimentação, convulsões, movimento só quando o bebê é estimulado, taxa de respiração de 60 inspirações por minuto ou mais, retração grave do esterno, temperaturas de 37,5 graus ou superiores ou abaixo dos 35,5).

Com esta lista reduzida, encontraram um alto percentual na detecção de doenças nos bebês de entre 0 e 6 dias, assim como naqueles de entre 7 e 59 dias.

Segundo especialistas, a aplicação deste quadro deveria ter um grande efeito na taxa de mortalidade dos recém-nascidos e para identificar doenças graves em bebês recém-nascidos e com até dois meses nos países em desenvolvimento.

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