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Brasil

Homem é morto por GCM em Diadema durante operação contra pancadões

Versões divergem sobre abordagem; moradores acusam execução e protestam após morte de rapaz de 22 anos

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 12h52

Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

UOL/FOLHAPRESS

Um homem de 22 anos foi morto com um tiro na noite de ontem por um guarda civil de Diadema, na Grande São Paulo, durante uma operação contra pancadões.

Carlos Eduardo Correa Zamora teria apontado uma arma falsa para os guardas, segundo o boletim de ocorrência. No documento, ao qual o UOL teve acesso, somente as versões dos guardas municipais foram ouvidas.

A Guarda Civil Municipal realizava a operação “Fecha Bar” em um local conhecido pela realização pancadões. Segundo a Prefeitura de Diadema, os oficiais receberam a informação de que um suspeito estava armado em um bar localizado na Travessa Peabiru, no bairro Canhema. No local, os agentes viram um rapaz com as características informadas na denúncia, uma bermuda e um boné branco, e fizeram a abordagem.

Segundo o relato da GCM, ele não obedeceu à ordem de parada e correu. No BO, consta a informação de que Carlos teria se escondido atrás de um carro e apontado uma arma em direção aos guardas.

Um dos guardas atirou e só depois verificou que a arma que supostamente estaria com Carlos era falsa. Ele foi socorrido para o Hospital Municipal de Diadema, mas não resistiu aos ferimentos.

Versão do boletim de ocorrência é questionada por moradores. Segundo um grupo que teria presenciado a cena, o rapaz estava sentado em frente ao bar e foi abordado e agredido, sem ter reagido. Eles alegam que Carlos não correu, como consta no BO, apenas apanhou dos guardas e foi alvo de um disparo. Os moradores também disseram que os agentes teriam forjado a cena do crime, colocando uma arma falsa nas mãos do jovem.

Moradores realizaram uma manifestação hoje após a morte do jovem. Eles fizeram barricadas e atearam fogo em objetos em vias próxima ao local do crime. Um ônibus municipal também foi vandalizado.

Mataram um inocente”, “Fora GCM” e “Justiça” eram algumas das frases pichadas no coletivo.

O caso foi registrado no 3º DP de Diadema como morte decorrente de intervenção policial. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que o simulacro foi apreendido e passará por perícia.

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