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Brasil

Homem confessa feminicídio de ex-mulher e é preso em São Bernardo do Campo

Luciano de Souza, de 32 anos, foi detido temporariamente após admitir o assassinato de Sabrina Cândido Pontes, de 24, e ocultar o corpo

Redação Jornal de Brasília

13/03/2026 16h59

policia civil sao paulo

Foto: PCSP/Divulgação

A Polícia Civil de São Bernardo do Campo prendeu temporariamente nesta quinta-feira (12) Luciano de Souza, de 32 anos, por assassinar sua ex-companheira Sabrina Cândido Pontes, de 24 anos, em um caso registrado como feminicídio e ocultação de cadáver.

Sabrina deixa dois filhos pequenos, de 2 e 4 anos, frutos de um relacionamento de 12 anos com Souza. Os dois estavam separados havia um mês quando o crime ocorreu, motivado pela recusa dela em reatar o casamento, segundo a confissão do suspeito.

Três dias antes de se entregar e confessar o assassinato, Souza havia ido à delegacia para denunciar o desaparecimento de Sabrina, ocorrido no dia 6 de março, forjando empenho nas buscas. Pressionado pelas investigações, ele retornou ao 6º DP de São Bernardo e revelou que deixou o corpo da vítima em uma área de mata próxima a uma estrada na região do Riacho Grande, Represa Billings.

Durante o período em que ela estava desaparecida, mensagens foram postadas no status do celular de Sabrina, sugerindo que ela estava bem e no interior. A polícia suspeita que o ex-companheiro tenha usado inteligência artificial para enviar áudios falsos, visando despistar a família.

O caso ocorre em meio a um aumento nos feminicídios no estado de São Paulo. Em 2025, foram registradas 270 vítimas de violência de gênero, o maior número desde 2018, representando um crescimento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 casos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Janeiro de 2025 foi o mês mais violento para mulheres no estado desde o início da série histórica, com 27 feminicídios, quase um por dia. Na capital paulista, uma em cada cinco vítimas (21,7%) tinha medida protetiva, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgado em março.

De setembro de 2023 a março de 2025, a capital registrou 83 vítimas, das quais 18 possuíam medida protetiva urgente (MPU). Em análise nacional de 1.127 feminicídios em 16 unidades da Federação, 148 mulheres (13,1%) foram mortas apesar de terem MPU vigente. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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