Aproximadamente 200 casos de Hepatite A foram diagnosticados, em 2012, no Distrito Federal. No Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Brasília ficou em 9º lugar no ranking de incidência da doença nas capitais do Brasil. Alerta a estes números, o infectologista Jaime Rocha, do laboratório Exame, lembra que o verão costuma ser a estação de maior contágio da Hepatite A e que a vacinação é ainda mais indicada neste período do ano.
Segundo o médico, a doença é contraída por infecção fecal-oral, principalmente decorrente de alimentos mal lavados e água contaminada. “Sabemos que no litoral nem sempre contamos com as condições de higiene ideais. É aí que a incidência do vírus cresce”, explica. A Hepatite A costuma ser um pouco mais leve nas crianças e mais grave nos adultos, podendo até levar a óbito. O quadro típico apresenta náusea e vômito, mal-estar, febre, perda de apetite, fezes mais claras e um amarelão no corpo e nos olhos. Já a Hepatite B é transmissível pelo sangue ou sexualmente. Os incidentes costumam crescer, principalmente, no período do Carnaval.
O infectologista recomenda que os veranistas tomem a vacina no mínimo duas semanas antes de ir para a praia. Existem três opções. A primeira é a vacina apenas para a Hepatite A, com duas doses, intercaladas num período de seis meses a um ano. Com a segunda dose, a pessoa adquire a imunidade definitiva.
A segunda opção é a vacina somente para a Hepatite B. São aplicadas três doses, com intervalo de um mês e seis meses. Para as crianças, esta vacina faz parte do calendário do governo. Já a terceira é a vacina que contempla a Hepatite A e B conjuntamente. São recomendadas três doses, no mesmo intervalo da vacina contra hepatite B. As vacinas são intramusculares e podem ser aplicadas no braço, nádegas ou coxa.