Um grupo de empresários e famílias ricas do Rio de Janeiro está se mobilizando para fundar na cidade uma unidade do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos melhores do País, com posição de excelência na América Latina.
Esse grupo entra no negócio como pessoa física, numa ação filantrópica. Eles farão doações de valores entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões para garantir cerca de 40% dos R$ 450 milhões estimados para a construção da unidade. A meta do grupo de reunir 50 financiadores está prestes a ser alcançada. Eles trabalham com a data de 30 de julho.
A decisão final de abrir uma filial no Rio ainda não está acertada pela direção do Einstein. O hospital confirma as negociações, mas não fala em valores enquanto os detalhes da operação não estiverem fechados. No passado, o Einstein fez uma sondagem no mercado carioca. Em 2007, foi avaliada a possibilidade de compra de instituições de referência no Rio, como o Samaritano e o Pró-Cardíaco, ambos adquiridos pela Amil.
“Caso se materialize a vinda do Einstein, será um marco na filantropia do Brasil. É uma iniciativa de pessoas preocupadas com a saúde do Rio, que não contam com incentivos fiscais. O que há, até agora, é um grupo de cariocas querendo trazer um hospital de excelência para a cidade onde estudam seus filhos e netos”, afirmou o empresário Ronaldo Cezar Coelho, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do município do Rio, um dos que participaram das reuniões em que foram articuladas as doações. Olavo Monteiro de Carvalho, do Grupo Monteiro Aranha, foi outro empresário que participou dos encontros.
A unidade do Rio de Janeiro deve ter convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), mas não haverá nenhuma participação de governos – nem na doação de terrenos. Essa é uma das exigências do Einstein para garantir independência e evitar pedidos de políticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE