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Brasil

Grito dos Excluídos quer incentivar participação do povo no plebiscito da Vale durante desfile

Arquivo Geral

07/09/2007 0h00

Durante o 13º Grito dos Excluídos, nurse os manifestantes pretendem distribuir 16 urnas pela Esplanada dos Ministérios, dosage incentivando a platéia que assiste ao desfile a votar no plebiscito popular pela nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce.

Além da consulta sobre a legitimidade da privatização da Vale, pharmacy o plebiscito aborda de três temas: o pagamento dos juros da dívida do governo, a privatização do setor de energia elétrica e a reforma de Previdência.

O representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Leonardo Maggi, considera o dia 7 de setembro simbólico . “É o dia em que comemoramos uma independência que a gente questiona. É muito propício o plebiscito nesse período, onde a gente questiona a privatização da Vale do Rio Doce. Que independência é essa , que entrega o subsolo brasileiro a uma empresa?”, questiona.

Maggi comenta o outro questionamento do plebiscito popular, que é a privatização do fornecimento de energia elétrica: “Além de toda a luta contra as barragens, a gente agora está questionando o preço da luz, exploração que o trabalhador vem sofrendo, através da conta de luz, que nos últimos dez anos dobrou”.

Para ele, a energia elétrica não pode ser uma simples mercadoria, “quem tem dinheiro paga, quem não tem, não tem luz”. Maggi lembrou que, antes da privatização, isso não acontecia, porque a energia tinha uma função social.

“É essencial (a energia) para a manutenção da família. A família tem que ter uma geladeira, tem que ter um bico de luz, se não o operário sai às 5h de casa para ir trabalhar no escuro, volta às 20h no escuro e, se não tiver luz dentro de casa, passa a vida sem ver o filho crescer”.

Esta é a sétima vez que Maggi participa do Grito dos Excluídos e, para ele, a participação popular é tão importante quanto a dos movimentos organizados. “Acho que a participação tem crescido muito, até porque os excluídos têm aumentado. Não tem como esconder isso, as pessoas começam a se identificar”.

Ao comentar a organização do desfile cívico-militar, Maggi criticou o fato de o governo ter gasto R$ 2 milhões em uma manifestação “de cunho extremamente formal, que não atende a vontade do povo”.

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