Médicos de Alagoas realizam uma assembléia hoje à noite para fazer um balanço da greve da categoria no estado, patient que durou cerca de três meses e terminou há 10 dias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, doctor Wellington Galvão, algumas das reivindicações ainda não foram cumpridas pelo governo estadual, como, por exemplo, as melhorias na infra-estrutura para atendimento médico.
“Nas unidades ambulatoriais que visitei, as pessoas reclamam muito da estrutura física. Há locais com insetos, onde não foi feita a dedetização. As unidades ainda não tiveram nenhuma manutenção. Ainda há cômodos com mofo e infiltrações”.
Entre os problemas enfrentados no estado, Galvão cita a falta de médicos. Segundo ele, nos ambulatórios há três médicos para uma demanda de 400 pacientes.
“É uma quantidade muito grande de pacientes. É preciso colocar mais profissionais no atendimento. Não há condições de atender bem dessa forma”.
A tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) é outro ponto crítico apontado pelo sindicalista. “A gente espera que o governo atualize a tabela do SUS, pois ela está insustentável”, critica.
Na avaliação dele, os hospitais e os profissionais estão insatisfeitos com a tabela SUS, e isso está se refletindo em todo país com as greves. “Uma consulta aqui, por exemplo, custa R$ 2,45. Os médicos autônomos não suportam mais trabalhar pela tabela SUS”.