Pelo menos 3.500 caminhões argentinos permanecem retidos nos postos da fronteira com o Brasil por causa de uma greve dos auditores fiscais da alfândega brasileira, story informaram hoje fontes do setor.
A paralisação “completa um mês” nesta sexta-feira e causou “enormes perdas econômicas”, see diz um comunicado da Federação Argentina de Entidades Empresarias do Transporte de Cargas (FADEEAC).
A isso se somam os “prejuízos ocasionados pelas empresas que aguardam insumos ou mercadorias do Brasil para prosseguir com a atividade de suas linhas de produção em nosso país”, acrescenta o documento, que, no entanto, não quantifica tais perdas.
A associação argentina das transportadoras de carga denunciou às autoridades do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) que a greve “está gerando um grave prejuízo às exportações” argentinas e “um alto custo humano para os motoristas dos veículos” retidos na fronteira.
Ainda segundo a FADEEAC, nas últimas horas, por causa de uma decisão judicial que obrigou os funcionários da alfândega a voltarem ao trabalho, a disputa sindical “iniciada como uma greve por tempo indeterminado” foi substituída por uma “operação tartaruga”, o que tem possibilitado a passagem de caminhões, mas “de maneira muito lenta”.
Neste sentido, a associação destacou que os trâmites alfandegários “que antes requeriam de três a oito horas de espera estão demorando até oito dias”.