O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou, nesta quarta-feira (25/2), os primeiros planos de trabalho para restabelecimento e assistência humanitária em Juiz de Fora e Ubá, cidades de Minas Gerais atingidas por fortes chuvas que deixaram dezenas de mortos.
A liberação prevista totaliza R$ 2,9 milhões para Juiz de Fora e R$ 482,4 mil para Ubá, marcando o início da execução de recursos federais após a tragédia.
O ministro Waldez Góes, acompanhado do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, visitou bairros afetados em Juiz de Fora e o centro de Ubá para acompanhar as ações de socorro e reconstrução. O cenário incluía ruas cobertas de lama, casas destruídas e famílias tentando salvar o que restou.
Em Ubá, ao lado do prefeito José Damato, Góes destacou a união de esforços entre governos. “Não há distância entre as cidades e o Governo Federal. Pelo contrário, ocorre uma união dos esforços. Estamos aqui com uma força-tarefa de vários ministérios e tudo o que precisarmos empregar em termos de pessoas, tecnologia, equipamentos e recursos, será feito em Ubá e nos demais municípios”, afirmou o ministro.
Ele detalhou as etapas de auxílio: busca e resgate de vítimas, assistência a desabrigados e desalojados, restabelecimento de serviços essenciais, mobilidade, limpeza urbana e, posteriormente, a reconstrução. O ministro enfatizou que equipes federais permanecerão no estado para maior eficiência.
A Defesa Civil Nacional convocou uma reunião com órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil para alinhar ações coordenadas. A entidade reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, em Ubá e Matias Barbosa, com portarias publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
O acesso a esses recursos exige reconhecimento federal de emergência ou calamidade e apresentação de planos de trabalho via S2iD – Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, conforme orientações do portal do MIDR.