O doutor David Graham, do escritório de supervisão e epidemiologia na FDA, disse que o remédio, fabricado pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline, aumenta os riscos de problemas cardiovasculares, enquanto que um composto similar, vendido com a marca Actos e produzido pela Takeda, não apresenta riscos similares.
As preocupações sobre o Avandia foram divulgados publicamente quando o cardiologista Steven Nissen, da Clínica Cleveland, publicou uma análise de 42 estudos, de relativo curto prazo, que envolveu o remédio e mostrou um aumento do risco de falha cardíaca.
Mas Nissen disse que não acredita que esse remédio deva ser retirado das prateleiras. Outros estudos anteriores mostraram que tanto o Avandia como o Actos aumentam o risco de falha cardíaca, uma condição que se desenvolve ao longo do tempo e se caracteriza pela incapacidade do coração para bombear sangue de maneira apropriada. Essa doença é diferente de um ataque cardíaco.
GlaxoSmithKline vende outras duas combinações de remédios sob as marcas de Avandamet e Avandaryl que incluem o mesmo ingrediente ativo do Avandia. As vendas destes remédios totalizaram US$ 3 bilhões no ano passado, mas a companhia informou que as vendas caíram 22% no trimestre que terminou no dia 30 de junho.
Graham questionou freqüentemente o manejo feito pela FDA dos assuntos vinculados com os efeitos dos remédios, incluído o Vioxx, que a Merck retirou do mercado em 2004 depois que seu uso foi vinculado a um aumento nos ataques cardíacos e derrames cerebrais.
A FDA convocou uma reunião conjunta de seus comitês que se ocupam de remédios endocrinológicos e metabólicos, de análise de riscos e de segurança dos remédios para discutir os perigos vinculados com as tiazolidinedionas, a classe de remédios à qual pertence o Avandia.