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Governo Doria promete R$ 50 mi para expandir rede hospitalar de pets em SP

O programa foi concebido em parceria com as prefeituras, que terão de ceder área para a construção das unidades de saúde

Foto: Nelson Almeida/AFP

FolhaPress

O governador João Doria (PSDB) anunciou, na tarde desta segunda-feira (2), a expansão da rede pública paulista de clínicas veterinárias. Os novos hospitais pet serão construídos nas cidades de Santos, Santa Bárbara d’Oeste, Registro, Ribeirão Preto, Barueri, Jundiaí, Sorocaba e São José do Rio Preto. As unidades de Araçatuba e Votuporanga já haviam sido anunciadas em maio.

Batizado de “Meu Pet”, o programa foi concebido em parceria com as prefeituras, que terão de ceder área para a construção das unidades de saúde para os animais domésticos. O governo paulista prevê destinar cerca de R$ 50 milhões para erguer as dez primeiras clínicas do programa, que foi classificado por Doria como o primeiro do tipo no estado de São Paulo.

As clínicas contarão com estrutura para exames diversos, cirurgias, urgência e emergência, vacinação, castração e até um sistema próprio de adoção dos animais encontrados nas ruas. Todos os serviços disponibilizados serão gratuitos. Doria afirmou em coletiva à imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital paulista, que a contratação de funcionários e o custeio das atividades assistenciais dos hospitais pet ficarão sob responsabilidade dos municípios.

O governador, que possui oito cachorros em casa, disse que o programa, além de cumprir “uma função social, representa um gesto de respeito aos animais, que tanto fazem por todos nós”. A construção das oito clínicas anunciadas nesta segunda começará neste mês com entrega prevista para 2022. Já as unidades de Araçatuba e Votuporanga serão entregues até o final deste ano.

Os novos espaços também poderão ser usados por pessoas em situação de rua, e a meta é que não haja nenhuma burocracia para o acesso desse público aos serviços disponíveis nas clínicas. Atualmente, os hospitais públicos para animais domésticos existentes no estado funcionam por meio de parceria das prefeituras com a Anclivepa. Na capital paulista, são três unidades que atendem animais de tutores em situação mais vulnerável.

Doria sancionou, no mês passado, uma lei que beneficia diretamente os animais domésticos. Foram proibidos a queima, a comercialização e o armazenamento de fogos de artifício e de artefatos pirotécnicos de estampido no estado. As explosões de fogos de artifício podem provocar medo e desorientação em cães e gatos, que têm audição sensível. Assustados, eles podem se machucar na tentativa de se esconder e até escapar e se perder da família tutora.

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O uso dos artefatos pirotécnicos foi vetado em recintos fechados, ambientes abertos, áreas públicas e locais privados. Em caso de descumprimento, a multa prevista é equivalente a 150 vezes o valor da Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), ou pouco mais de R$ 4.300. “Os fogos de artifício não impõe sofrimento só aos animais, mas também aos idosos e aos doentes”, disse Doria aos jornalistas.

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que na pandemia de Covid-19 também cresceu o número de abandono de cachorros e gatos. A Ampara Brasil, associação de mulheres que ajuda abrigos e protetores independentes, estimou em 70% o total de resgates realizados de animais domésticos em todo o país. No Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46,1% dos domicílios tinham ao menos um cachorro. Já os gatos se faziam presentes em outros 19,3% dos lares, em 2019.






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