O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira (20) que iniciará uma ampla investigação sobre as licitações irregulares realizadas por hospitais e outros organismos públicos da área de saúde após a matéria veiculada neste domingo no programa “Fantástico”, da TV Globo.
A decisão de investigar todos os processos de aquisições de materiais e de contratação de serviços foi publicada no Diário Oficial e recomenda particular atenção com as quatro empresas privadas que trabalham em hospitais de todo o país e que foram flagradas cometendo fraudes nos processos licitatórios.
A reportagem do “Fantástico” mostrou empresários de quatro firmas oferecendo propina para ganhar contratos de um hospital público. Com a ajuda do diretor do hospital de pediatria da UFRJ, um repórter da TV Globo se passou durante dois meses pelo gestor de compras da instituição e recebeu representantes de empresas interessadas em participar de licitações fictícias.
Com câmaras e microfones escondidos, a reportagem flagrou agentes das quatro empresas oferecendo comissões entre 10% e 30% para conseguir os contratos.
As quatro empresas citadas na reportagem são a Toesa Service, que trabalha com a locação de veículos; a Locanty Soluções, que faz coleta de lixo; a Bella Vista Refeições Industriais; e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções.
As autoridades comprovaram que as quatro companhias prestam serviços em todo o país, por isso o governo suspendeu os contratos com as empresas até as investigações concluírem se as licitações foram realizadas legalmente.