O procurador-geral de Connecticut, Richard Blumenthal, afirmou nesta sexta-feira que considera tomar ações legais contra o Google depois que a companhia se negou a entregar dados particulares obtidos enquanto tirava fotos para o “Street View”.
“Estou decepcionado pelo Google não ter aceito meus pedidos”, afirmou Blumenthal mediante um comunicado à imprensa, no qual acrescentou que a Procuradoria vai considerar tomar “atitudes para aplicar a lei, incluindo ações legais”.
Há uma semana, o procurador reivindicou a informação ao site porque, em sua opinião, “ter acesso aos dados pessoais que o Google obteve inapropriadamente de redes sem fios particulares poderia ser necessário para prevenir que isto volte a ocorrer”.
Nesse processo o procurador afirma que era “necessário verificar a informação confidencial que a companhia teve acesso e armazenou” para “determinar se interceptou senhas, e-mails e outras informações”.
O Google reconheceu em maio que a frota de veículos usada para tirar fotos das ruas de todo o mundo e elaborar seu serviço de mapas Street View tinha recolhido 600 gigas de informação de redes Wi-Fi durante vários anos, incluindo “fragmentos” de e-mails e buscas de internet, algo que a companhia atribuiu a um “erro”.
Por isso, em junho um total de 38 estados dos Estados Unidos iniciaram uma investigação para determinar se o Google cometeu alguma infração, o que coincide com outras iniciadas em diferentes lugares do mundo, especialmente na Austrália e na Europa.