O goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, se entregaram na tarde de ontem na Polinter do Andaraí, na Zona Norte do Rio, menos de 12 horas depois de terem a prisão decretada pela Justiça a pedido do Ministério Público do Estado. Os dois e o adolescente J., primo de Bruno, foram indiciados pelo sequestro da ex-amante do goleiro, Eliza Samudio, de 25 anos, desaparecida desde 4 de junho.
J. afirmou que Eliza foi sequestrada no Rio e morta em Contagem (MG), onde foi mantida encarcerada no sítio do goleiro. “O depoimento do menor é sólido. Bruno está indiciado como mandante do sequestro e os outros dois como executores. O grande beneficiado desse sequestro foi o Bruno”, afirmou o titular da Divisão de Homicídios (DH) do Rio, delegado Felipe Ettore.
Durante todo o dia a polícia recebeu várias ligações do disque-denúncia, que informavam que ele estava na casa de uma amante em Santa Cruz, na Zona Oeste. Uma equipe de agentes permaneceu na casa durante todo o dia e foi lá que soube que ele se entregaria na Polinter do Andaraí.
SEM EXPRESSÃO
Com o semblante fechado, Bruno não esboçou sentimentos ao sair da delegacia. Macarrão estava aparentemente abatido e com olhar assustado. Com a notícia da prisão de Bruno, mais de 200 pessoas se aglomeraram em frente à delegacia e a polícia precisou fechar o prédio para que a população não invadisse. Eles gritavam “burro” e “assassino”
DETIDO
O goleiro passou a noite na delegacia e dividiu uma cela improvisada com seu amigo Macarrão, na sede da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. Ao serem questionados pelo delegado que investiga o caso na cidade, Bruno e Macarrão eram unânimes em suas respostas: “desconheço o caso e só vou depor em juízo”.
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