O governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse hoje que o Estado se adequou ao porcentual mínimo de gastos exigido por lei na área de Saúde. Segundo ele, com o aumento de gastos deste ano, o governo de São Paulo atingiu um porcentual um pouco acima do mínimo exigido na Constituição, que estabelece que 12% do total do orçamento dos Estados seja destinado à pasta. Em 2009, o índice foi de 11,8%; em 2006, ficou em 11%.
“Na realidade, o que nós temos é um limite mínimo que os Estados devem obedecer, que é de 12% do orçamento. Neste ano, nós chegaremos a 12,2% ou 12,3%. É o limite mínimo, não máximo”, disse Goldman, durante o lançamento da 8ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo – Safra 2010.
De acordo com reportagem publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo, as despesas do Estado com Saúde tiveram aumento real de 22% em 2010, para R$ 12,5 bilhões. “Aquilo que nós tivemos de expansão de arrecadação, em vez de jogar o dinheiro em coisas que provavelmente não seriam prioritárias, demos prioridade, é real, é verdade, para a área de saúde. É a área que mais expandiu em termos de gastos no Estado. O Estado de São Paulo, no momento que teve condições, deu prioridade à saúde do Estado”, defendeu.
Goldman citou a inauguração de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME) e de novos hospitais como exemplos de aplicação dos recursos arrecadados. “Ampliamos as AME, apressamos as AME, apressamos os hospitais que precisavam ser terminados e equipados e colocamos o pessoal para funcionar. O Hospital do Câncer entrou em funcionamento recentemente”, disse.
O governador defendeu a opção de sua administração e do governador anterior, o candidato derrotado à Presidência José Serra. “Isso é uma decisão política tomada pelo governo do Estado, desde Serra e tomada por mim também, inclusive com expansão de recursos para as Santas Casas, que têm uma situação muito difícil no Estado todo e são um elemento muito importante no atendimento da população”, afirmou.
Anne Warth