Como já tinha uma infração anterior, Gatlin deveria ser banido se a contraprova de seu exame antidoping também der positivo. Mas a USADA está disposta a reduzir a punição para oito anos se ele colaborar na investigação.
"Como não temos nenhum poder de investigação criminal, as informações chegam a nós de pessoas interessadas em reduzir suas próprias sentenças", explica o conselheiro Travis Tygart. "É um recurso que podemos usar para persuadir os envolvidos em práticas de doping".
Campeão olímpico e mundial nos 100m e co-recordista mundial da distância, Gatlin teve resultado positivo em exame realizado em abril deste ano, quando disputava uma competição de revezamento em Kansas. O teste acusou a presença de testosterona ou outro tipo de esteróide anabolizante. Gatlin negou que tivesse consumido substâncias proibidas.
Se resolver colaborar na investigação, Gatlin não será o primeiro a ajudar a desbaratar um esquema de fornecimento de doping para atletas. Em 2003, a também norte-americana Kelli White livrou seu lado entregando as atividades do laboratório Bay Area Laboratory Co-Operative (Balco) acusado de fornecer substâncias proibidas para atletas de ponta. Pela ajuda, ela teve sua pena reduzida para apenas dois anos de suspensão.
O escândalo da Balco colocou na berlinda o ex-campeão mundial Tim Montgomery, além do próprio dono do laboratório, Victor Conte, e o técnico Remi Korchemny.
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