A Funai e a organização Survival International divulgaram hoje raras fotos destas comunidades, drug que não distinguem fronteiras, buy tiradas no estado do Acre.
As fotos aéreas foram feitas entre 29 e 30 de abril e 1º e 2 de maio, medications explicou à Agência Efe o coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai, José Carlos dos Reis Meirelles.
Estas comunidades correm perigo por causa da exploração de madeira no Peru e decidiram “divulgar as fotos para ver o que acontece alguma coisa e pressionar o Governo”, disse o especialista, que há décadas trabalha na região.
No lado brasileiro, vivem quatro destes povos que não têm nenhum tipo de contato com o homem branco e permanecem completamente isolados, explicou.
“É muito difícil calcular a população de índios isolados, mas são quatro povos, talvez de 500 pessoas cada um”, disse Meirelles em conversa telefônica.
O posto mais avançado da Funai está em Feijó e a partir dali é preciso viajar sete dias de barco até a terra indígena, que fica em uma reserva criada há anos sem chegar a estabelecer contato com esses indígenas, explicou.
“O problema é no território peruano, porque do nosso lado é terra indígena ou reserva”, afirmou.
“No Peru, estão matando índios que vivem isolados e, por isso, estão vindo para cá. Eles vivem em ambos os lados, não sabem onde fica a fronteira”, argumentou.
Para Meirelles, essas comunidades “escolheram permanecer isoladas”.
Em uma das fotos aéreas é possível ver dois guerreiros pintados de vermelho apontando seus arcos e setas na direção onde está a câmara do pequeno avião.
“São povos que não querem se relacionar conosco”, disse ao refutar a idéia de classificar estas tribos de acordo com sua “evolução” social.
Falar de seu grau de civilização “equivaleria a dizer que nós somos avançados e eles idiotas”, argumentou.
“Não sei como são nem quero saber, porque a partir do momento em que entrem em contato, eles estarão acabados”, finalizou Meirelles.
A Funai calcula que, em toda a Amazônia brasileira, deve haver de 20 a 40 tribos isoladas.