A previsão do tempo para esta quarta-feira (22) indica um cenário de forte contraste climático em diferentes regiões do Brasil. Enquanto uma nova frente fria avança pelo Sul do país, provocando temporais, rajadas de vento e queda nas temperaturas, uma ampla massa de ar seco continua predominando sobre grande parte do território nacional, favorecendo dias ensolarados, calor acima da média para o inverno e baixos índices de umidade relativa do ar.
Segundo os meteorologistas, esse padrão é influenciado pela atuação do fenômeno El Niño, que altera a circulação atmosférica e modifica a distribuição das chuvas pelo país. O fenômeno favorece a permanência das frentes frias sobre a Região Sul, aumentando os volumes de precipitação, ao mesmo tempo em que fortalece um bloqueio atmosférico sobre o Centro-Oeste e parte do Sudeste, impedindo o avanço da umidade e intensificando o período de estiagem.
No Sul, Paraná e Santa Catarina concentram o maior risco de temporais, com previsão de chuva intensa e ventos fortes. No Rio Grande do Sul, além da instabilidade, a chegada de uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas ao longo do dia. Já no Sudeste, o tempo permanece firme na maior parte da região, embora o litoral sul de São Paulo possa registrar chuva com a aproximação da frente fria. No Centro-Oeste, apenas Mato Grosso do Sul deve ter pancadas de chuva e possibilidade de tempestades isoladas, enquanto Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal seguem com tempo seco e quente.
Nas regiões Nordeste e Norte, a chuva permanece concentrada em áreas específicas. No litoral nordestino, as precipitações atingem trechos entre a Bahia e o Maranhão, impulsionadas pela umidade vinda do oceano. Já no interior da região, assim como no Tocantins e no sul do Pará, predomina o tempo seco, com elevado risco de queimadas. No norte do Amazonas, em Roraima, no Amapá e no norte do Pará, a combinação entre calor e umidade favorece pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Diante desse cenário, órgãos de meteorologia recomendam atenção ao risco de alagamentos e ventos fortes no Sul, além da adoção de medidas para minimizar os efeitos do calor e da baixa umidade nas demais regiões do país.