Uma força-tarefa composta por 445 homens de diversos batalhões da Polícia Militar de Pernambuco conseguiu controlar, healing no final da tarde de ontem, store a rebelião iniciada há três dias no presídio Aníbal Bruno, maior unidade carcerária de Pernambuco, localizada na zona oeste de Recife.
O motim, iniciado após o horário de visitas no último domingo, resultou na morte de três detentos. Outros 43 presos ficaram feridos. Ainda houve destruição de colchões, do refeitório e de parte da estrutura física de 12 dos 18 pavilhões do presídio.
Por causa disso, 100 presos, identificados como líderes de facções criminosas que teriam incentivado o motim, foram transferidos para outras unidades prisionais do estado, em municípios como Petrolina e Limoeiro. Durante revista nas celas do presídio, que durou quatro horas, policiais do Batalhão de Choque encontraram facas, armas artesanais, drogas e celulares.
O secretário executivo de Ressocialização, coronel Humberto Viana, disse acreditar que a situação está normalizada, mas que a tranqüilidade atual pode ser apenas aparente. “Sabemos que a retirada dos líderes da rebelião gera insatisfação nos internos que vêem aquelas pessoas como protetores. Será redobrada – com a participação de um efetivo de 70 homens – a observação nas próximas 48 horas do comportamento dos que ficaram”, disse.
As visitas conjugais que deveriam ocorrer hoje foram suspensas por medida de segurança e por causa da destruição das celas. Várias mulheres e mães de presos aguardam notícias dos familiares do lado de fora da unidade prisional.
Atualmente, Pernambuco possui uma população carcerária de 17 mil presos, acomodados em 17 presídios e mais de 70 cadeias públicas. Somente no Aníbal Bruno, são quase quatro mil detentos, enquanto a capacidade é para 1.450.
O promotor de Justiça e de Execuções Penais do Ministério Público de Pernambuco, Marcellus Ugietti, afirmou ter recebido ligações de presos dizendo que as rebeliões nos presídios de Pernambuco estavam apenas começando. Ele disse que alertou as autoridades policiais do estado com a intenção de agilizar a tomada de providências.