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Brasil

Força Nacional poderia ser dispensada se houvesse policiais nas ruas, diz coronel

Arquivo Geral

16/04/2008 0h00

Independentemente da decisão da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) sobre o pedido de renovação do prazo de atuação da Força Nacional de Segurança Pública no Entorno do Distrito Federal, abortion feito pelo governo de Goiás, dosage o trabalho da tropa pode não ser o mais indicado para os problemas da região. Segundo o comandante da tropa, medications coronel Wellington Rodrigues, o que as cidades do Entorno necessitam é de agentes de segurança na rua, não precisamente de soldados de elite.

“O problema é efetivo nas ruas para fazer um trabalho ostensivo. Logicamente, o efetivo foi completado com homens da Força Nacional durante esses seis meses [de 19 de outubro do ano passado até sexta-feira próxima ]. Agora, para que possamos fazer ou dar continuidade a esse trabalho, não necessariamente necessitamos da Força Nacional, disse Rodrigues.

Para o coronel, o trabalho da tropa foi, inegavelmente, “muito bom”. No entanto, ele ressaltou que é preciso aumentar o efetivo de policiais militares na região para que se possa fazer policiamento ostensivo. “Não precisa ser efetivo com qualificação de Força Nacional, mas, sim, policiais militares”, defendeu.

O prazo de permanência da força no Entorno do Distrito Federal termina sexta-feira (18), e o governo de Goiás pediu que a tropa permaneça na região durante mais 180 dias. O contrato inicial foi firmado entre o estado de Goiás, a Senasp, ligada ao Ministério da Justiça, e o governo do Distrito Federal, que se comprometeu a pagar a alimentação e a hospedagem dos soldados durante a operação.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás não quis se manifestar sobre o assunto. Por meio da assessoria de imprensa, informou que deve sair, ainda neste mês, o edital de um concurso público que prevê a contratação de 600 agentes, escrivães e delegados para a Polícia Civil do estado. No entanto, a assessoria não soube especificar quantos agentes serão destacados para atuar no Entorno do Distrito Federal.

De acordo com Rodrigues, outro indício de que os soldados da Força Nacional podem não ser os mais indicados para o trabalho na região é a constatação de que o principal problema do Entorno são os crimes violentos, como assassinatos. Nesse caso, disse o coronel, a tropa de elite nacional não é a mais adequada. Para ele, o combate a essa situação exige participação de outras organizações policiais com atuação mais voltada para o combate a tal tipo de crime, porque os homicídios registrados na região estão intimamente ligados ao tráfico e uso de drogas.

“E o trabalho com as drogas, com a prevenção, não é um trabalho diretamente da Polícia Militar, da polícia ostensiva, fardada. É da polícia de inteligência. Logicamente, você estando fardado, dificilmente consegue se infiltrar no mundo dos traficantes. A Polícia Militar tem feito o possível”, concluiu.


 

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