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Brasil

Fittipaldi critica presidente da FIA e aparatos eletrônicos na competiação

Arquivo Geral

09/05/2008 0h00

 Lamentável. Foi desta forma que o bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi definiu a polêmica envolvendo Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Pouco antes do GP do Bahrein, um tablóide britânico divulgou na Internet um vídeo no qual o dirigente aparecia em uma orgia com prostitutas e temática nazista.

“É lamentável o que aconteceu. Todo mundo que é uma pessoa pública e representa o automobilismo no mundo inteiro precisa se portar”, avaliou Fittipaldi. A opinião do veterano é oposta à de outro grande nome do automobilismo verde-amarelo, Nelson Piquet, que classificou críticos de Mosley de hipócritas. Bem humorado, o carioca disse que o único problema do mandatário foi não tê-lo convidado para a “festinha”.

Pioneiro, ao lado do irmão, na construção do primeiro carro de Fórmula 1 brasileiro, o Copesucar, Emerson também criticou o excesso de eletrônica na categoria e citou a A1GP, categoria na qual chefia a equipe brasileira, como exemplo. “A Fórmula 1 dos últimos 20 anos teve a entrada muito forte das montadoras e está muito desequibrada tecnicamente. Você vão ver a partir de setembro a A1GP, que seria um Fórmula 1 dos sonhos”, acredita o duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis.

Categoria que tem a proposta de ser a Copa do Mundo do automobilismo, a A1GP contará a partir da temporada 2008/2009 com o apoio da Ferrari, que fornecerpa motor e chassi aos 27 países competidores. “Será um carro todo mecânico, com menos aerodinâmica e nada de eletrônica. Na minha opinião, será mais difícil de guiar que um Fórmula 1. Quem andar bem na A1GP será um piloto espetacular”, declarou.

Emerson observou que um carro nestas características exige muito não só tecnicamente, mas fisicamente dos pilotos. “Vai ser como a Fórmula 1 dos anos 70 e 80, um carro muito difícil de se levar em qualquer corrida. Com um motor Ferrari de 630 cavalos e sem direção hidráulica, o cara vai ter que ter um braço forte para chegar ao final da prova. O piloto é o piloto mais importante da categoria”, comentou.

Encerrada no último domingo, a temporada 2007/2008 da A1GP terminou com a Suíça campeã e o Brasil, que correu com Sergio Jimenez e Bruno Junqueira, apenas na 14ª colocação. Um desempenho que pode evoluir se o time conseguir contar com apenas um piloto. “O que está faltando para a gente é um piloto que faça o campeonato inteiro, pois trata-se de um carro muito difícil de pilotar. A troca não ajuda e dou exemplo da Índia, que não conseguia nada e venceu em Brands Hatch, última corrida da temporada”, destacou.

“Também há o nosso próprio exemplo, pois fomos bem quando estávamos só com o Nelsinho Piquet. Tive excelentes pilotos este ano, mas eles não puderam continuar. Agora, eu vou testar o Felipe Guimarães, que acabou de fazer 17 anos. Tenho que procurar pilotos jovens, que podem ganhar o campeonato. Tecnicamente, a equipe Brasil é muito bem assessorada”, garantiu.

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