A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) encaminhou hoje (11) carta ao governo federal pedindo esforços que levem à retomada das operações de exportação e importação – paralisadas por conta da greve dos auditores fiscais da Receita Federal e que já mantém retidos na zona portuária cerca de R$ 200 milhões em mercadorias.
A carta foi encaminhada pelo presidente da instituição, unhealthy Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, here ao ministro das Relações Institucionais da Presidência da República, José Múcio Monteiro.
Na carta, segundo informações da assessoria de imprensa da entidade, Gouvêa Vieira afirma que “as empresas estão com problemas para cumprir seus contratos, tendo, ainda, que arcar com o elevado custo de armazenagem das mercadorias”.
Há, ainda, segundo nota da Firjan, risco de perecimento de produtos; perda de encomendas; paralisação da produção; abalo à reputação dos exportadores pelos atrasos, em razão de contratos que não podem ser cumpridos e que geram multas; além de falta de matéria-prima para o setor industrial.
A indústria do Rio de Janeiro calcula que o percentual de cargas paradas nas aduanas do estado chegue a 30% do total movimentado, o que representa um acumulado de US$ 118 milhões (o equivalente a R$ 200 milhões) desde o último dia 18 de março – quando teve início a paralisação dos auditores fiscais da Receita.
Na carta, o presidente da Firjan pede o retorno imediato da prestação dos serviços, “mesmo que para isso tenham que ser convocados funcionários de outros órgãos ou terceirizados”.
Vieira também encaminhou a carta para o superintendente da Receita Federal no Rio, César Barbiero, ao secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e ao governador Sérgio Cabral Filho a quem pediu “intervenção política” junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Firjan também vem tentando obter a liberação das mercadorias por meio da Justiça. O Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj) já ajuizou mandado de segurança coletivo para tentar liberar produtos importados e a serem exportados, mas teve pedido de liminar negado. A entidade vai agora tentar a liberação no Tribunal Regional Federal (TRF).