“O Palhaço”, do ator e diretor Selton Mello, foi escolhido, nesta quinta-feira (20), pela Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil, como o filme que representará o país na disputa pelo Oscar, premiação máxima do mundo do cinema.
O Ministério espera que o filme seja escolhido pela Academia de Hollywood como um dos finalistas a concorrer a uma estatueta na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. A princípio, 60 filmes de países que não os Estados Unidos serão representados na 85ª edição do Oscar, e haverá eliminações sucessivas até restarem apenas cinco para disputarem o prêmio. Os indicados serão anunciados no próximo dia 24 de fevereiro.
A indicação foi feita por uma comissão da qual fizeram parte a Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana, Ana Luiza Azevedo, Andre Sturm, Carlos Eduardo Rodrigues, Flávio Tambellini, George Torquato Firmeza, José Geraldo Couto e Lauro Escorel.
O segundo filme dirigido por Selton Mello (de “Meu Nome Não é Johnny”) narra a história de um palhaço de um circo itinerante na década de 1970 que tenta viver como funcionário comum até dar-se conta que seu destino é seguir divertindo o público.
O filme dirigido e protagonizado por Mello, e que conta com uma atuação inspirada do veterano Paulo José, se impôs entre outros 15 candidatos, entre eles “À Beira do Caminho”, de Breno Silveira; “Heleno”, de José Henrique Fonseca, “Xingu”, de Cao Hamburger, e “Billi Pig”, de José Eduardo Belmonte.
A última vez que um filme brasileiro foi selecionado entre os cinco finalistas foi em 1999, quando o Brasil concorreu com “Central do Brasil”, do diretor Walter Salles. Naquele ano o vencedor foi o italiano “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni.
As outras produções nacionais que foram selecionadas entre as finalistas ao Oscar, mas que também não conseguiram a estatueta são “O Que é Isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto; “O Quatrilho”, de Fabio Barreto, e “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte.
No ano passado o Brasil selecionou “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, e em 2010 apresentou “Lula, O Filho do Brasil”, de Fabio Barreto.