A Federação Internacional de Automobilismo divulgou nesta sexta-feira o documento oficial resultante do julgamento da McLaren, realizado no dia anterior
O relatório da FIA e do Conselho Mundial de Automobilismo (CMA) confirma a reunião realizada para julgar o time britânico de ter violado o artigo 151-C do Código Esportivo Internacional. No contexto, a entidade explica toda a investigação envolvendo os dois principais acusados do caso, Nigel Stepney e Mike Coughlan.
Ainda no documento, a escuderia é isentada de ter utilizado ou se beneficiado das informações confidenciais
“O CMA está convencido de que a Vodafone McLaren Mercedes tinha em mãos informações confidenciais da Ferrari e que, por isso, viola o artigo 151-C do Código Esportivo Internacional. Ainda assim, não há evidências suficientes de que estas informações foram utilizadas de maneira a interferir no Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Por isso, não há punição”, explica a entidade, que faz uma ressalva.
“Entretanto, se for encontrada informação da Ferrari (na McLaren) utilizada em detrimento do campeonato, nós nos reservamos o direito de convidar novamente a McLaren a comparecer perante o júri do CMA, onde enfrentará não apenas a possibilidade de exclusão do campeonato de 2007, mas também do campeonato de
A entidade ainda abriu margem para que Stepney e Coughlan se defendessem das acusações, recorrendo do banimento do automobilismo mundial por período indeterminado.
E-mails – A FIA ainda julgou as mais importantes evidências apresentadas após seu julgamento original: os e-mails trocados entre Fernando Alonso e Pedro de
O documento ainda revelou diálogos entre de
O espanhol, por sinal, ainda repassou as informações para Alonso em março. “Toda a informação da Ferrari é muito confiável. Ela vem de Nigel Stepney, o antigo chefe dos mecânicos deles (…). Ele é o mesmo que nos contou na Austrália que Kimi iria parar na volta 18. Ele é muito amigo de Mike Coughlan, nosso diretor-técnico, e contou isso a ele”, revela o e-mail de De
A documentação reunida revela informações da Ferrari em diversos aspectos do carro da McLaren, como as asas flexíveis, o balanço aerodinâmico, pneus, combustível e freios. Coughlan e Stepney ainda foram citados por terem trocado dados sobre tais aspectos, considerados na condenação.