Sempre de olho em melhorar a segurança dos pilotos da Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) acredita que os médicos da entidade demoraram excessivamente para socorrer o finlandês Heikki Kovalainen, que sofreu um grave acidente ao passar reto na curva nove do circuito de Barcelona, no último domingo. Ao todo, foram necessários dez minutos para resgatar o piloto.
“Se alguém está inconsciente e talvez sem respirar não dispõe de mais que dois ou três minutos antes que os danos nesta pessoa sejam irreparáveis. Isso é uma coisa que se deve levar muito em conta”, afirmou Stephen Olvey, membro da divisão de segurança da FIA, em entrevista a Associated Press.
Uma das cenas mais marcantes do GP da Espanha foi o desespero de um comissário de prova espanhol ao ver o carro de Kovalainen debaixo da barreira de pneus. “Você não tem muito tempo e creio que este acidente deve ser investigado exaustivamente para ver se há alguma forma de se obter acesso mais rápido ao piloto”, emendou.
Olvey ainda destacou que Kovalainen teve sorte. “Há dez ou 12 anos, este acidente poderia ter sido fatal. Agora há mais ciência na montagem da barreira de pneus e, apesar de o carro ter sido soterrado, as lesões não foram graves considerando-se a velocidade e o ângulo da batida”, afirmou.
Um porta-voz da FIA confirmou que a entidade já está investigando todos os procedimentos adotados na Catalunha. “Ainda é muito cedo para se comentar isso, mas podemos confirmar que os experts em segurança da FIA já iniciaram uma análise muito detalhada de todo o acidente”, garantiu.