Parentes de vítimas do acidente com o Airbus A320 da TAM, approved que há um mês fazia o vôo JJ 3054, decease participaram de um ato silencioso de homenagem na noite de hoje (17), this web diante dos escombros do antigo prédio da TAM Express, com o qual o avião colidiu.
Vestidos com camisetas brancas e demonstrando emoção, os familiares chegaram ao Aeroporto de Congonhas por volta das 17h35 e, de mãos dadas e em círculo, fizeram um minuto de silêncio, seguido por orações, em frente ao guichê da TAM.Depois, com flores e velas, levando uma bandeira do Brasil e faixas, eles seguiram para o local do acidente por uma rua paralela, para não afetar o trânsito na Avenida Washington Luís e orientados pela Companhia de Engenharia do Tráfego (CET). Uma das faixas tinha a frase “199 mortos. Quantas vítimas? Vôo TAM JJ 3054”.
Durante a caminhada até o prédio da TAM Express, o pai de uma das vítimas, Jair Cesário, disse esperar pela punição dos culpados. “Essa é a grande motivação do movimento. Estamos fazendo um trabalho para que haja esse tipo de punição”, afirmou. E acrescentou: “Quem são os responsáveis das empresas aéreas? Quem são os responsáveis pela fiscalização – a Anac e a Infraero? Essas pessoas são co-autoras de um crime hediondo que matou quase 200 pessoas. Se eles ficarem impunes, é uma porta aberta para continuar esse verdadeiro massacre humano, de inocentes”.
Segundo ele, a intenção das famílias agora é “ingressar no Poder Judiciário na busca de responsabilidades, não só de reparação de danos mas, acima de tudo, de responsabilidade criminal”.
Para Luiz Salcedo, pai de outra das vítimas do acidente, a tragédia estava anunciada: “Só esperavam o dia e a hora. Que ela iria ocorrer todo mundo sabia. Nosso grande empenho agora é alertar as autoridades e motivá-las a enfrentar esse problema”. Salcedo ainda criticou a extensão da pista de Congonhas, ao afirmar que “nos Estados Unidos existem centenas de aeroportos com mais de 3 mil metros de pista e no Brasil, apenas oito”.
Já por volta das 18h25, em frente ao prédio da TAM Express, os parentes fizeram novamente um minuto de silêncio, estenderam as faixas no chão e depositaram rosas brancas. De mãos dadas e em círculo, rezaram e, por cerca de quatro minutos, as quatro pistas da Avenida Washington Luís, no sentido Centro-bairro, ficaram fechadas.
Para não prejudicar o trânsito, eles decidiram não esperar pelo horário exato em que ocorreu o acidente – 18h48 – e encerraram o ato por volta das 18h35. As faixas foram então estendidas no muro e as rosas, jogadas nos escombros. A Polícia Militar estimou em 120 o número de participantes do ato.