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Brasil

Família procura doador de medula para salvar vida de bebê

Arquivo Geral

23/11/2016 17h56

Beatriz Maia/Divulgação

Renata Werneck
renata.werneck@jornaldebrasilia.com.br

A família de Marcelo Ravi Pontes Ribeiro está desesperada. O menino, de São Luís (MA), nasceu com uma doença rara que afeta o sistema imunológico e o deixa vulnerável a infecções e precisa de uma medula óssea o mais rápido possível. Para ajudar, parentes lançaram uma campanha nas redes sociais para incentivar as pessoas a serem doadoras e, assim, tentar achar o “amigo secreto” do menino.

O ideal seria que Ravi fizesse o transplante de medula antes que ele chegasse ao terceiro mês de vida. Porém, o menino está correndo contra o tempo, pois, até o momento, ainda não foi localizado um doador compatível e ele completa 3 meses neste sábado (26). Após essa data, as chances de sucesso do tratamento diminuem.

Saiba mais

A Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) é uma síndrome rara e fatal na qual os indivíduos afetados são incapazes de combater adequadamente as infecções. Ela é a mais séria das doenças por imunodeficiência

O diagnóstico é dado no primeiro dia de vida da criança. O exame analisa o número de linfócitos no sangue. Se houver antecedentes familiares, é possível realizar um diagnóstico pré-natal.O principal sintoma é a repetição de infecções geralmente graves como pneumonia e meningite.

Se o bebê não receber tratamento, pode vir a morrer antes dos dois anos de vida. O melhor deles é o transplante de medula óssea, que se for realizado antes dos 3 meses e meio de idade, tem maior taxa de sucesso.

Os pais do menino, Marcelo e Lucenir, estão vivendo o drama pela segunda vez. O primeiro filho do casal, Davi, também nasceu com a Síndrome da Imunodeficiência Combinada Grave (SCID). A criança veio a falecer com um ano e oito meses, após buscas por um doador compatível e uma tentativa de doação de medula feita pela mãe.

Uma prima do casal, Dilcimar Fonseca, conta que resolveram fazer o teste logo que Ravi nasceu, pois como as crianças eram do mesmo pai e da mesma mãe, as chances do menino ter a doença era grande. O exame confirmou a suspeita e a família começou a saga atrás de um doador compatível.

Dilcimar faz um apelo aos brasilienses. “As pessoas têm que se cadastrar no hemocentro e fazer o teste de compatibilidade. Isso vai ajudar não só o Ravi, mas todos que estão precisando”. O menino não pode tomar as vacinas, pois elas podem ser prejudiciais à saúde dele.

Toda a família e amigos já fizeram o teste, mas ninguém foi compatível com o bebê. “Queremos achar o amigo secreto de Ravi o quanto antes e ver nosso menino bem”, conta Dilcimar, emocionada.

Como ajudar

Para ajudar o Ravi e todos os outros que precisam de medula óssea, basta se cadastrar como doador voluntário no hemocentro de seu estado. O doador deve ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

Será feito um teste para identificar suas características genéticas e os dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam do transplante.

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