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Brasil

Família de espanhol morto em Goiás espera liberação do corpo

Arquivo Geral

15/01/2008 0h00

A família do espanhol Salvador Pérez, page que morreu com sintomas de febre amarela, espera impaciente a autorização de repatriação do corpo, processo que pode demorar três dias.

A viúva, Marny Selma de Mendonça, disse hoje à Agência Efe que a embaixada espanhola está organizando e tentando acelerar a repatriação do corpo, já que as negociações da família com agências de viagens não deram resultados.

Salvador Pérez, agricultor de 41 anos, morreu no sábado passado no Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia, onde foi internado após apresentar sintomas de febre amarela.

Marny, que é brasileira, manifestou sua intenção de responsabilizar os Governos da Espanha e do Brasil por negligência e omissão, pois, segundo ela, não deram informações sobre o foco de febre amarela em Goiás.

A viúva esclareceu à Efe que seu objetivo não é ganhar dinheiro, porque “não faz falta”, mas que é preciso tomar medidas sanitárias e tornar a vacinação contra a febre amarela obrigatória para quem vier ao Brasil.

Segundo ela, em nenhum momento, na agência de viagens nem no aeroporto foi recomendada sobre a necessidade de se vacinar contra a doença.

Fontes da embaixada da Espanha disseram que, entre as recomendações de viagem para o Brasil dadas pelo Ministério de Assuntos Exteriores espanhol, está a da vacinação contra a febre amarela para quem visitar 18 estados brasileiros, inclusive Goiás.

Por outro lado, as fontes disseram que Pérez não tinha o nome no registro de inscrições da embaixada nem constava no consulado da Espanha em Goiânia.

Pérez desembarcou em Salvador em novembro de 2007 e depois de passar quatro dias na cidade, seguiu para Cristianópolis (GO), onde comprou uma fazenda que estava abandonada há vários anos e onde se instalou definitivamente em 29 de dezembro.

O espanhol, que até o ano passado morou com a mulher e o filho de quatro anos em Laguna de Duero, em Valladolid, onde possui terras, queria investir e criar gado no Brasil, mas que, a princípio, pensava morar nos dois países, lembra Marny.

No dia 3 de janeiro, Pérez procurou ajuda médica com dores no corpo, febre, vômito e diarréia.

Segundo a viúva, eles procuraram vários médicos, que sempre o mandavam para casa, até que o estado de saúde do espanhol se agravou e foi internado no Centro de Doenças Tropicais de Goiânia, onde morreu.

A causa da morte ainda será confirmada por exames de laboratório, mas os médicos que o atenderam disseram ser febre amarela. Caso seja confirmada, esse será o segundo caso de morte causado pela doença tropical este ano.

A mãe de Salvador, María del Pilar de la Car, e um irmão dele, Javier Pérez, chegaram na quinta-feira e no sábado respectivamente ao Brasil e esperam agora autorização para levar o corpo de Salvador para Valladolid.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, descartou que o país corre risco de uma epidemia de febre amarela, e pediu à população que se vacine apenas se for viajar para regiões de perigo ou se os moradores desses locais não se vacinaram nos últimos dez anos.

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