A idéia de projetar e fabricar chips totalmente brasileiros acaba de sair do papel. Foi inaugurado hoje, em Porto Alegre, o Centro de Excelência em Tecnologia Avançada (Ceitec), projeto instalado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. A fábrica marca uma nova era da indústria eletrônica no Brasil, juntamente com a criação de Design Houses – centros de tecnologia que desenvolvem projetos para microchips.
A UnB vai sediar uma das cinco Design Houses financiadas pelo MCT. Cada uma vai custar R$ 1,5 milhão. “Todos os equipamentos eletrônicos precisam de chip, agora não teremos mais que comprar no exterior”, explica o professor da Faculdade do Departamento de Engenharia Elétrica, José Camargo Costa.
Com a inauguração da fábrica, o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB deve começar a trabalhar nos projetos de chips que serão fabricados em Porto Alegre no início de março. “Precisamos mostrar para as empresas de pequeno e grande porte que nós podemos criar os chips que elas precisam. Vai ficar mais barato, rápido e acessível”, conta o diretor do CDT, Luís Afonso Bermúdez.
Fábrica
O Ceitec custou cerca de R$ 400 milhões para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Uma de suas salas é considerada 10 mil vezes mais limpa que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para isso, a Ceitec produz água e ar altamente puros. A fábrica já está testando novos chips, para serem usados na identificação de gado, rastreamento de automóveis e de medicamentos, passaporte eletrônico e automação de aeroportos.