Enquanto as cidades de Montreal, no Canadá, e de Magny-Cours, na França, deixam o calendário da Fórmula 1 em razão de problemas para custear o evento, São Paulo segue firme no mapa da principal categoria do automobilismo mundial e utiliza o Grande Prêmio do Brasil para impulsionar uma das épocas mais promissoras para sua economia.
Neste período, entre os meses de outubro e dezembro, a capital paulista recebe vários eventos, o que ajuda a atrair mais turistas, trazendo dinheiro para a cidade e gerando empregos temporários. E é justamente a Fórmula 1 que atua como carro-chefe destas atrações, segundo Caio Luiz de Carvalho, presidente da SP Turis, entidade que organiza o Grande Prêmio do Brasil.
“ No meio de outubro temos a Mostra Internacional de Cinema (de 17 a 30), a Bienal das Artes (de 26 de outubro a 6 de dezembro), a Fórmula 1 (31 de outubro, 1 e 2 de novembro), o Salão do Automóvel (de 30 de outubro a 9 de novembro) e o show da Madonna em dezembro (18, 20 e 21). Esses meses são especiais para hotelaria e para São Paulo. Todos os eventos juntos devem render 457 milhões de reais à cidade”, aponta Carvalho, que destaca a importância do Grande Prêmio do Brasil.
“A Fórmula 1 é o evento que mais receita deixa na cidade. A expectativa de público é de 140 mil pessoas, das quais 85 mil são de fora da cidade. Desses 85 mil, de 15% a 20% são estrangeiros. Estimamos, ainda, um gasto médio de R$ 570,00 de cada pessoa por dia, sendo que para um estrangeiro o valor é de R$ 630,00 e, para um brasileiro, é de R$ 450,00”.
Os trabalhos para a realização do Grande Prêmio do Brasil se iniciam em julho e terminam após a realização da corrida. Durante este período, segundo a SP Turis, 15 mil empregos temporários são gerados, sendo que 5 mil destes trabalhadores exercem alguma atividade no autódromo de Interlagos, local da prova, que neste ano, a exemplo de 2007, decidirá o campeão da temporada.
“A Fórmula 1 gera em torno de R$ 230 milhões, além da visibilidade de São Paulo lá fora, com 350 milhões de telespectadores, e deve bater o recorde do ano passado, já que a decisão é aqui de novo. É um evento muito bom para a cidade, que quer se estabelecer como uma cidade de eventos culturais”, analisa Carvalho.