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Brasil

Exposição na Estação Ciência explica epidemias mundiais com interatividade

Arquivo Geral

13/07/2010 12h01

A exposição é fruto de uma parceria entre a Sanofi-Aventis, responsável pela organização e por angariar recursos financeiros; a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e o Instituto Butantan, responsáveis pela curadoria e pelo conteúdo; e a Estação Ciência, que cedeu o espaço. Epidemik  foi realizada pela primeira vez na França, pela Cité des Sciences et de l’Industrie/Universcience, em Paris.

Cristina Moscardi, diretora de comunicação corporativa da Sanofi-Aventis Brasil e coordenadora executiva da exposição, explica que foi um projeto ambicioso trazer Epidemik para cá, enquanto a mostra ainda estava em cartaz na França. O Brasil é o segundo país a receber a exposição, que primeiro esteve no Rio de Janeiro e agora está em São Paulo. Segundo ela, houve adaptações para a realidade brasileira, como a inclusão de um documentário sobre a doença de Chagas e a simulação através do jogo de uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro.

A primeira parte da exposição conta com 30 depoimentos de pessoas próximas à realidade das epidemias, como médicos, familiares e doentes. Alguns são brasileiros, como Isaías Raw, da Fundação Butantan; uma senhora que já teve malária e contou sua experiência;, e um paciente de hanseníase que está há 65 anos internado. Há também um painel de 18 metros de comprimento que transmite ininterruptamente seis documentários, inclusive o sobre a doença de Chagas, mostrado exclusivamente no Brasil, o primeiro país da América Latina a erradicar o mal.

Jogo
O segundo bloco é o jogo que simula cinco epidemias diferentes: um atentado terrorista de peste pulmonar em Nova Iorque, gripe pandêmica em Cingapura, aids em Paris, Moscou e Rio de Janeiro, Malária em Bamako (capital do Mali) e dengue no Rio de Janeiro. Os jogadores se posicionam e andam por um tabuleiro que os reconhece através da temperatura e do movimento do corpo. O objetivo é resistir à doença e sobreviver. Cristina explica que embora o jogo em geral atinja os mais jovens, quem participa entra no espírito e percebe que precisa ajudar e ser ajudado, o que também ocorre na realidade de uma epidemia.

O professor Hélio Dias, diretor da Estação Ciência, conta que a possibilidade de trazer informação com a interatividade que a tecnologia do jogo permite –  “característica de uma educação de ponta” – foi uma das razões que motivaram a Estação Ciência a acolher a exposição. Outros motivos, segundo o professor, é o fato de epidemia ser um tema de saúde pública que também afeta o Brasil, como no caso da dengue, e também no debate mais recente sobre o vírus H1N1. Segundo Cristina Moscardi, na França a exposição atraiu mais de 300 mil visitantes em 15 meses. A expectativa para o Brasil, segundo Dias, é de aproximadamente mil visitantes por dia.

Eliane Vasconcelos, professora da Escola Estadual Valquiria Vergani, no litoral norte de São Paulo, cujos alunos visitaram a exposição, elogiou os aspectos educativos. “Achei muito interessante, tem tudo a ver com o que meus alunos estão estudando, que é sobre doenças. E o jogo é excelente, muito criativo”. Outra visitante, Mercedes Godoy, levou a neta Larissa, de 11 anos, para a exposição. “A gente pensa que não tem distração para as crianças nas férias, mas tem sim. E ela aprende enquanto se diverte”.

Interessados podem visitar a exposição de terça a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 18 horas. O ingresso custa R$ 4,00. Menores de seis e maiores de 60 anos não pagam entrada.

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