Tricampeão pan-americano, o ala/armador Marcelinho Machado jamais esteve presente em Olimpíadas. Aos 32 anos e possivelmente com a última oportunidade na carreira de conseguir disputar uma edição dos Jogos, o atleta mais experiente da seleção brasileira masculina de basquete reconhece que receberá mais cobranças do que o normal durante o torneio Pré-olímpico, mas não se assusta com o fato.
“Essa exigência aumenta um pouco, só que é preciso saber lidar com ela”, disse o jogador, que garantiu estar ambientado a situações assim. “Estou acostumado com a pressão de ter que acertar os lances livres nos momentos decisivos e derrubar a última bola da partida”.
Para vencer as cobranças e recolocar o basquete brasileiro masculino de volta aos Jogos Olímpicos depois de 12 anos de ausência, Marcelinho enfatiza a necessidade de a equipe se empenhar nos treinamentos. “Pequim já começou para o nosso time. Queremos a vaga e, para isso, temos que treinar forte. O time precisa se entrosar novamente e acertar mais alguns detalhes, como posicionamento defensivo e algumas jogadas de ataque”, completou.
O ala/armador também acredita que, para se classificar para as Olimpíadas, pode tirar lições importantes de um recente fracasso do time brasileiro. Um ano atrás, a equipe tinha a esperança de chegar pelo menos nas semifinais do Mundial, mas venceu apenas um dos cinco jogos que disputou na fase inicial e acabou eliminado de forma precoce.
“O Mundial foi um campeonato à parte, em que não pudemos contar com alguns jogadores importantes”, disse, lembrando das ausências do ala/pivô Nenê Hilário, do pivô Rafael ‘Baby’ Araújo e do armador Valtinho. “Mas se temos que tirar bons exemplos depois de ganharmos o Pan, precisamos extrair ensinamentos também em relação ao Mundial”, avisou Marcelinho.