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Brasil

Ex-inspetor afirma que outros dois crimes aconteceram no lugar onde Eliza Samúdio foi assassinada

Arquivo Geral

12/07/2010 15h02

O inspetor Júlio César Monteiro de Castro, coordenador de um grupo de elite da polícia civil do estado de Minas Gerais, afirmou que no mesmo sítio onde testemunhas alegam ter sido o local do assassinato de Eliza Samúdia, ex-namorada do goleiro Bruno, outros dois crimes teriam acontecido em 2008.

Júlio César comandava um grupo especial da polícia na época em que um dos acusados do homicídio de Eliza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pertencia à coorporação. De acordo com o ex-inspetor, o acusado executava apenas tarefas secundárias no centro de treinamento, mas testemunhas afirmam que ele também exercia outras atividades, como ministrar um curso de adestramento.

Júlio César Monteiro afirma que Marcos Aparecido dos Santos foi contratado diretamente pelo sub-inspetor do grupo de elite, Gilson Costa, que também seria dono do sítio. Quando pediu explicações ao sub-inspetor, ele e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, teriam confessado o assassinato de dois homens no sitio. Ainda de acordo com ele, os corpos teriam sido queimados.

O ex-inspetor enviou uma denúncia à Corregedoria da Polícia Civil, em 22 de maio de 2009, com detalhes dos crimes. Segundo ele, três ex-integrantes do grupo de resposta especial da polícia teriam levado dois rapazes para o interior do sítio de bola, onde haveria um local improvisado chamado “casa de matar”.

As vítimas teriam sido algemadas sem roupas e eram mordidas por cachorros durante o interrogatório.
O crime teria ocorrido no fim de 2008. Após encaminhar a denúncia à corregedoria da polícia civil, o inspetor diz que passou a receber ameaças de morte.


Veja o vídeo do Jornal Hoje

 

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