O Governo dos Estados Unidos respaldou hoje a oferta do Brasil de dar asilo a Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana condenada a ser apedrejada até a morte por adultério.
Para o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, o apedrejamento “é um ato de barbárie e deve ser proibido”.
Perguntado sobre se o papel de mediador em casos humanitários é mais adequado para o Brasil do que o de mediador na questão do programa nuclear iraniano, Crowley disse que se trata de dois casos diferentes.
“Este é um caso que atraiu a atenção da comunidade internacional. Após o Brasil ter se envolvido e manifestado sua vontade de tentar resolvê-lo, cabe esperar que o Irã escute”, concluiu.
No último sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está disposto a conceder asilo a Sakineh e que tentará convencer seu colega do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para que a liberte.
Sakineh, de 43 anos e mãe de dois filhos, foi condenada inicialmente a receber 99 chicotadas. Depois de receber essa punição, sua pena foi transformada em morte por apedrejamento.
A iraniana foi declarada culpada de ter tido “relações ilícitas” com dois homens em 2006 e está presa desde então. Várias campanhas internacionais defendem sua libertação e a anulação da condenação de apedrejamento.