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Estudos da Butanvac começam com voluntários mais jovens

Na primeira etapa dos estudos com humanos, serão convocados 418 voluntários. Um dos requisitos para participar é ter mais de 18 anos

Foto: Divulgação

Embora tenha a previsão de fazer estudos da Butanvac de forma comparativa com a Coronavac, o Instituto Butantan vai começar os ensaios clínicos da nova vacina contra a covid-19 usando grupos que receberão placebo.

Na primeira etapa dos estudos com humanos, serão convocados 418 voluntários. O requisito é ter mais de 18 anos, não ter tomado a vacina da covid nem ter se infectado. Serão selecionados preferencialmente voluntários em Ribeirão Preto (SP).

Na primeira etapa dos estudos com humanos, serão convocados 418 voluntários. O requisito é ter mais de 18 anos, não ter tomado a vacina da covid nem ter se infectado. Serão selecionados preferencialmente voluntários em Ribeirão Preto (SP).

Do fim da fila

Segundo Rodrigues, já teve início o cadastro de voluntários, selecionados de um banco de mais de 90 mil interessados. Nesta semana, a expectativa é chamar o grupo para uma triagem e coleta de exames laboratoriais. Na próxima semana, a previsão é de retorno dos voluntários para a vacina (ou placebo). A 2ª injeção seria aplicada 28 dias após a 1ª dose.

Os primeiros voluntários deverão ser jovens, entre 18 e 30 anos, que estão mais distantes na fila da vacina. Essa fase verifica principalmente a segurança do produto e tem duração de oito semanas. Caso o voluntário seja chamado para a vacinação por faixa etária, pode abandonar o estudo.

Na etapa seguinte, a pesquisa se amplia para pessoas de 18 a 60 anos e passa a incluir aqueles já vacinados contra a covid-19 pela campanha nacional. O grupo de voluntários aumenta para 5 mil e todos receberão alguma vacina: ou a Coronavac ou a Butanvac – eles não saberão qual. Pessoas já vacinadas com algum imunizante diferente, como AstraZeneca ou Pfizer, também poderão participar como voluntários da pesquisa.

Segundo Rodrigues, a Butanvac tem três desenhos diferentes: um para combater o coronavírus “original” e os outros dois para atacar as variantes Gama e Beta (a de Manaus, predominante no Brasil, e a sul-africana). Após uma sequência de adiamentos – inicialmente, a promessa era aplicar a Butanvac na população em julho – a previsão agora é concluir os estudos este ano.

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“Rezo todo dia para terminar esse desenvolvimento (da Butanvac) antes do fim do ano”, afirmou o diretor do Butantan, Dimas Covas.

Estadão Conteúdo








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