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Brasil

Estudo detecta mercúrio e chumbo em caranguejos-uçá no Paraná

Pesquisa do Rebimar encontrou contaminantes em crustáceos do litoral paranaense, mas os animais aparentavam vida normal. Cientistas afirmam que ainda são necessários mais estudos sobre os possíveis efeitos do consumo.

Redação Jornal de Brasília

27/05/2026 7h54

carangueijo

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificaram mercúrio e chumbo em caranguejos-uçá monitorados em manguezais do litoral do Paraná. Os animais, segundo a pesquisadora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), aparentavam “vida normal”, apesar da presença dos contaminantes.

O estudo também encontrou zinco, manganês e magnésio, elementos considerados importantes para o organismo humano. No entanto, os resultados levantaram preocupação com a presença de mercúrio e chumbo, que não são desejáveis. A pesquisadora informou que a presença desses contaminantes não foi constante, variando conforme o local e a época do ano.

Cassiana afirma que ainda são necessários mais estudos para avaliar possíveis impactos à saúde humana. Segundo ela, o consumo do caranguejo-uçá na região é tradicional e ocorre de forma localizada, principalmente fora do período de defeso, no verão.

A pesquisadora também levanta hipóteses para entender como os crustáceos lidam com os contaminantes. Uma delas é a possibilidade de eliminação por meio da carapaça, que é trocada anualmente. Outra é a relação com a base alimentar do caranguejo, composta por folhas do mangue ricas em tanino, que poderia ter efeito protetor.

As pesquisas integram as ações do Rebimar no litoral paranaense, onde o programa monitora a saúde do mangue e de sua fauna. O projeto é desenvolvido pela Associação Mar Brasil e, desde 2009, conta com patrocínio voluntário do Programa Socioambiental da Petrobras.

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