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Brasil

Especialistas canadenses na área de Justiça Restaurativa chegam ao Brasil

Arquivo Geral

29/07/2010 16h25

Encontros em São Paulo, Porto Alegre, Caxias do Sul e Florianópolis com membros da justiça e governo brasileiro, ONGs e instituições engajadas na área promoverão a colaboração entre Brasil e Canadá

Duas renomadas especialistas canadenses na área de Justiça Restaurativa chegam amanhã no Brasil para participar de uma série de encontros, workshops e palestras com parceiros brasileiros nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Caxias do Sul e Florianópolis entre os dias 29 de julho e 12 de agosto.

Dra. Elizabeth Elliott e Dra. Brenda Morrison são Co-diretoras do Centro para Justiça Restaurativa da Faculdade de Criminologia da Simon Fraser University na província de Colômbia Britânica, no Canadá. Com vasta experiência na área de justiça restaurativa nas comunidades escolares e penitenciárias, as professoras propõem o início de um produtivo diálogo Norte-Sul, com oportunidades únicas de colaboração entre estudantes, professores e profissionais, desse modo estabelecendo as bases de teorias e práticas inovadoras, capazes de levar à evolução da Justiça Restaurativa no Brasil e no Canadá.

 

Em São Paulo, as professoras participarão do evento público “Colóquio: Justiça Restaurativa no Brasil. Próximos Passos” na segunda-feira, dia 2 de agosto na Secretaria da Justiça das 9h30 às 12h00, organizada pela Comissão Municipal de Direitos Humanos em parceria com o Consulado Geral do Canadá em São Paulo, a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e a Associação Palas Athena.

O Colóquio tem por objetivo analisar as bases conceituais da Justiça Restaurativa e sua aplicabilidade em diversos contextos. A experiência de 30 anos das duas especialistas em criminologia levou a um novo entendimento sobre o assunto. Aquilo que chamamos de “crime” ou “infração” é denominado “ofensa” no âmbito da Justiça Restaurativa, que trata de curar ofensas e relacionamentos rompidos, ajudando a construir valores e vínculos saudáveis, envolvendo um conjunto maior de pessoas no diálogo sobre o que realmente funciona em suas comunidades. A ordem social é construída a partir da base – um sentido de pertença à família, ao bairro, à escola, ao país. Esse trabalho de base leva tempo, mas produz resultados sustentáveis.

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