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Brasil

Empresário morto em SP ajudava crianças com câncer

Empresário foi fundador do projeto “Guiados por uma Estrela”, iniciativa voltada para ajudar crianças com câncer e suas famílias

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 15h23

comerciante desaparecido em carapicuíba

Foto: Reprodução/ Balanço Geral

UOL/FOLHAPRESS

Marcelo Magalhães de Almeida, 31, sequestrado em Carapicuíba (SP) após ser atraído para uma emboscada, foi encontrado morto. Empresário e comerciante, ele fundou um projeto de apoio a crianças com câncer em homenagem à filha.

Marcelo era dono de uma loja de materiais de construção. Ele também era sócio de uma empresa de demolição e locação de equipamentos para a construção civil.

Empresário foi fundador do projeto “Guiados por uma Estrela”, iniciativa voltada para ajudar crianças com câncer e suas famílias. O projeto começou após sua filha, Lara Manuela, morrer com 1 ano de idade em decorrência do câncer. Nas redes sociais do projeto, é relatado que a família enfrentou um longo tratamento marcado por negligências médicas.

Lara Manuela era filha do relacionamento de Marcelo com Evellyn Dias, que fundou o Instituto Lara Manuela. A organização desenvolve projetos sociais para atender crianças com câncer.

“A partida do Marcelo foi uma daquelas fatalidades que deixam a gente completamente sem chão.

Sabemos que agora ele está com a Lara, mas não entendemos ainda por que agora? Por que tão cedo? É uma dor que rasga a alma e uma ausência que vai ser sentida para sempre. Quem conheceu o Marcelo sabe que a maior paixão da vida dele era a filha, e quis o destino que esse reencontro acontecesse no céu bem na véspera do aniversário dela”, disse a gestão do Instituto Lara Manuela.

Nas redes sociais, Juliana Castro, a noiva de Marcelo, disse que o projeto era sua “prioridade”. Ela também afirma que ele chegou a usar seu próprio dinheiro para ajudar famílias de crianças doentes.

“Marcelo foi o homem mais íntegro e extraordinário que eu tive o privilégio de conhecer. Quem realmente o conheceu sabe do coração generoso que ele tinha. Eu escolho guardar a história que vivemos juntos: a do homem que eu conheci, amei e admirei todos os dias”, disse Juliana Castro, noiva de Marcelo.

O corpo do empresário foi localizado às margens do rio Cotia, entre Jandira e Carapicuíba, no sétimo dia de buscas pela vítima. A informação foi confirmada ao UOL pela Polícia Militar e pela Polícia Civil.

Familiares que acompanhavam as buscas reconheceram o corpo como sendo o de Marcelo.

Marcelo Magalhães estava desaparecido desde o dia 16 de julho, quando foi visto acompanhado de um amigo em um bar. Os dois bebiam em um estabelecimento, localizado na Estrada da Fazendinha, em Carapicuíba. Em seguida, Marcelo teria deixado o local sozinho.

O homem que estava com ele no bar antes do desaparecimento prestou depoimento à polícia. Ele afirmou que o empresário era um grande amigo e que, após beberem juntos, Magalhães disse que iria para casa.

Suspeitos transferiram R$ 8.000 e gravaram vídeos antes de matar empresário. Ele foi sequestrado e morto em Carapicuíba, na Grande São Paulo, segundo a principal linha de investigação da polícia.

Durante o período em cativeiro, o empresário foi obrigado a realizar transferências para os criminosos.

Três suspeitos de envolvimento no crime estão presos e um está foragido. A polícia acredita que ele foi atraído para o local do crime por um amigo.

Amigo que teria atraído Magalhães foi identificado como Lucas Soares de Lima. O delegado Fabiano Barbeiro explica que Marcelo costumava ajudar financeiramente Lucas, mas teria decidido parar com os repasses.

Lucas Soares de Lima, de apelido Quadrado, é o mentor do crime, segundo o inquérito. Ele sequestrou Marcelo Magalhães com ajuda de seu irmão Paulo Sérgio Soares de Almeida e do amigo Júlio César Moura Batista.

Empresário teria prometido dar um apartamento para Lucas. O delegado conta que eles estudaram juntos na mesma escola. “O foco era tirar a vida do Marcelo, matá-lo já estava no plano deles”, disse Barbeiro.

O imóvel onde a vítima teria sido mantida passou por perícia. A polícia encontrou marcas de sangue e enviou vestígios para exame.

O UOL buscou a família de Marcelo, que informou que não vai se manifestar sobre o assunto no momento. “A família confia no trabalho das autoridades que estão conduzindo o caso”, informou o advogado.

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