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Brasil

É preciso evitar que febre amarela se alastre para cidades, diz ministro

Agência Estado

24/01/2017 16h05

Atualizada

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou na manhã desta terça-feira, 24, em entrevista à Rádio Estadão, que é preciso evitar que o surto de febre amarela se alastre para a zona urbana, possibilidade que existe com a transmissão da doença pelo mosquito Aedes aegypti urbano.

“O Brasil tem capacidade técnica, de assistência, pessoal, infraestrutura e de vacinas, para bloquear esse surto. Agora, depende efetivamente das pessoas irem à vacinação e de técnicos agirem corretamente quando surge cada caso”, disse.

O Brasil tinha até esta segunda-feira, 23, 391 casos de febre amarela confirmados e 35 mortes registradas, sendo 32 em Minas Gerais e três óbitos em São Paulo. O ministro afirmou que o surto de febre amarela silvestre se concentra no Estado mineiro por casos de pessoas que viajam à Zona da Mata de MG.

Ele minimizou o risco de um surto parecido no Estado paulista, afirmando que o número de mortes é “mínimo” em São Paulo e que duas das três vítimas foram infectadas em Minas.

Barros declarou que a pasta não trabalha com a hipótese de o surto se alastrar para áreas urbanas. “Mas, evidentemente, se a pessoa pega a doença na mata e vem para a cidade, pode transmitir. O fato concreto é que temos controle máximo dos casos para evitar que isso aconteça.”
O ministro afirmou que todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão sendo seguidos e que confia na superação do problema. Ele também garantiu que não faltará vacinas.

“Já estão entregues (as doses), há estoque, o Brasil é exportador de vacina de febre amarela, não temos problema com estoque, temos apenas que garantir a vacinação”, disse. Doses foram enviadas para Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, destacou.

Para o ministro, é preciso lembrar que casos de febre amarela são registrado todos os anos, especialmente na Região Norte do País. O que ocorre agora, afirmou, tende a ser fruto do trânsito de pessoas que foram para regiões de mata e de macacos infectados que entraram em contato com humanos nesses locais.

Mariana

O ministro também disse que o governo acompanha a tese de que o surto de febre amarela em Minas Gerais pode estar relacionado à tragédia do rompimento da barragem em Mariana, ocorrida em 2015. A possibilidade foi levantada pela bióloga Márcia Chame, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em entrevista no último dia 14.

“Isso é uma tese que está sendo desenvolvida e que nós estamos aguardando eventual confirmação. Mas não há, da nossa parte, uma confirmação sobre essa questão. O ministério acompanha o desenvolvimento dessa tese”, afirmou Barros em entrevista à Rádio Estadão.

Outras doenças

Na entrevista, Ricardo Barros afirmou que está confiante que País logo terá uma solução de vacina para outras três doenças: dengue, zika e chikungunya. A vacina contra dengue já está sendo testada em pessoas e apresenta muita eficácia, reforçou. “Também temos vacinação da zika em fase dois de teste em macacos e estamos iniciando ainda processo de desenvolvimento de vacina para chikungunya.”

Daniel Weterman

Fonte: Agencia Estado

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    É preciso evitar que febre amarela se alastre para cidades, diz ministro

    Agência Estado

    24/01/2017 16h04

    Atualizada

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou na manhã desta terça-feira, 24, em entrevista à Rádio Estadão, que é preciso evitar que o surto de febre amarela se alastre para a zona urbana, possibilidade que existe com a transmissão da doença pelo mosquito Aedes aegypti urbano.

    “O Brasil tem capacidade técnica, de assistência, pessoal, infraestrutura e de vacinas, para bloquear esse surto. Agora, depende efetivamente das pessoas irem à vacinação e de técnicos agirem corretamente quando surge cada caso”, disse.

    O Brasil tinha até esta segunda-feira, 23, 391 casos de febre amarela confirmados e 35 mortes registradas, sendo 32 em Minas Gerais e três óbitos em São Paulo. O ministro afirmou que o surto de febre amarela silvestre se concentra no Estado mineiro por casos de pessoas que viajam à Zona da Mata de MG.

    Ele minimizou o risco de um surto parecido no Estado paulista, afirmando que o número de mortes é “mínimo” em São Paulo e que duas das três vítimas foram infectadas em Minas.

    Barros declarou que a pasta não trabalha com a hipótese de o surto se alastrar para áreas urbanas. “Mas, evidentemente, se a pessoa pega a doença na mata e vem para a cidade, pode transmitir. O fato concreto é que temos controle máximo dos casos para evitar que isso aconteça.”

    O ministro afirmou que todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão sendo seguidos e que confia na superação do problema. Ele também garantiu que não faltará vacinas.

    “Já estão entregues (as doses), há estoque, o Brasil é exportador de vacina de febre amarela, não temos problema com estoque, temos apenas que garantir a vacinação”, disse. Doses foram enviadas para Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, destacou.

    Para o ministro, é preciso lembrar que casos de febre amarela são registrado todos os anos, especialmente na Região Norte do País. O que ocorre agora, afirmou, tende a ser fruto do trânsito de pessoas que foram para regiões de mata e de macacos infectados que entraram em contato com humanos nesses locais.

    Mariana

    O ministro também disse que o governo acompanha a tese de que o surto de febre amarela em Minas Gerais pode estar relacionado à tragédia do rompimento da barragem em Mariana, ocorrida em 2015. A possibilidade foi levantada pela bióloga Márcia Chame, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em entrevista no último dia 14.

    “Isso é uma tese que está sendo desenvolvida e que nós estamos aguardando eventual confirmação. Mas não há, da nossa parte, uma confirmação sobre essa questão. O ministério acompanha o desenvolvimento dessa tese”, afirmou Barros em entrevista à Rádio Estadão.

    Outras doenças

    Na entrevista, Ricardo Barros afirmou que está confiante que País logo terá uma solução de vacina para outras três doenças: dengue, zika e chikungunya. A vacina contra dengue já está sendo testada em pessoas e apresenta muita eficácia, reforçou. “Também temos vacinação da zika em fase dois de teste em macacos e estamos iniciando ainda processo de desenvolvimento de vacina para chikungunya.”

    Fonte: Estadao Conteudo

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