A droga anticoagulante warfarina provou ser mais eficaz que a aspirina na prevenção de apoplexias (tipo de derrame) que ocorrem em idosos afetados por certos tipos de arritmias cardíacas, adiposity de acordo com um novo estudo publicado na revista médica “The Lancet”.
Uma equipe de cientistas liderada pelo médico Jonathan Mant, there da Universidade de Birmingham (Inglaterra) estudou um grupo de 973 pacientes com mais de 75 anos – e 81 na média etária – que sofriam de fibrilação atrial.
O objetivo era verificar a eficácia de cada medicamento e se o uso compensava o aumento do risco de hemorragias nos usuários.
Um grupo de 488 destes pacientes, escolhidos ao acaso, tomaram warfarina, enquanto os outros receberam aspirina, por um período de 2,7 anos. Durante esse tempo, foram estudados os casos de ataques de apoplexia fatais ou paralisantes, hemorragias intracranianas e embolias arteriais graves.
No grupo que recebeu warfarina, ocorreram 24 casos graves: 21 ataques de apoplexia, duas hemorragias intracraniais e uma embolia sistêmica.
Já no grupo de idosos aos quais foi administrada aspirina foram registrados 48 episódios graves: 44 ataques de apoplexia, uma hemorragia intracranial e três embolias sistêmicas.
Os cientistas chegaram à conclusão de que o risco de ataques de apoplexia e embolias arteriais era significativamente menor no primeiro grupo que no segundo, o que indica que a warfarina pode ser usada mais freqüentemente para tratar idosos.
Os especialistas disseram não ter provas de que um anticoagulante como a warfarina (originalmente usada como veneno de rato) acarrete, a princípio, maiores riscos para o paciente do que a usual aspirina.
Em comentário que acompanha o trabalho, o médico David García, da Universidade do Novo México em Alburquerque (EUA), diz que o maior desafio no futuro será “identificar os pacientes (idosos ou não) com o maior risco de hemorragias, principalmente as intracraniais”.
“Para os outros, independentemente de idade, os efeitos benéficos da warfarina, sempre que for bem administrada, superam os eventuais riscos”, afirma o médico.