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Brasil

Disciplinador, argentino promete bom desempenho do Brasil no Mundial

Arquivo Geral

22/01/2010 0h00

Nomeado treinador da seleção brasileira de basquete a cerca de sete meses do início do Mundial da Turquia, o argentino Ruben Magnano não quis se arriscar em falar de números na disputa mais importante da temporada. Ele, porém, prometeu que o time nacional apresentará uma performance melhor que a 19a colocação obtida em 2006, o pior resultado brasileiro da história.


“Não tenho como dizer qual será o resultado do Brasil, mas me animo a falar que o time vai ter um bom desempenho”, comentou o treinador, dizendo ter “muita esperança pela atitude que viu no Brasil durante a Copa América”, torneio clasificatório para o Mundial no qual o Brasil sagrou-se campeão em 2009 ao vencer Porto Rico na decisão.


Incitado a analisar o grupo brasileiro na primeira fase, Magnano demonstrou otimismo – o Brasil é integrante da chave B, junto com Estados Unidos, Croácia, Eslovênia, Tunísia e Irã. Classificam-se os quatro primeiros para a fase seguinte. A estreia é em 28 de agosto contra os iranianos.


“A primeira vaga deve ficar com os Estados Unidos e temos potencial para pegar o segundo lugar. Ainda é um pouco cedo para analisar os outros times, mas pela história do basquete europeu, Croácia e Eslovênia devem ser bons rivais”, comentou o técnico, também visando os Jogos de Londres, que encerraria um jejum brasileiro em Olimpíadas que já dura 14 anos. “Não é simples, mas também não é impossível. Quero demonstrar aos atletas que é possível”, destacou.


Sobre a sua maneira de trabalhar, Magnano admitiu fazer o estilo disciplinador. Em grupos comandados por ele, por exemplo, os jogadores são proibidos de falar ao celular à mesa.


“Os dias de concentração são poucos e se cada um ficar falando no celular durante almoços e jantares, os jogadores não vão conversar entre si”, justificou o técnico. “Teremos regras e normas que terão quer ser respeitadas. Quem não respeita atenta contra o próprio crescimento individual e o da equipe”, comentou.


Com viagem programada para os Estados Unidos em fevereiro, a fim de conhecer os jogadores brasileiros da NBA (Anderson Varejão, Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa), o argentino também demonstrou não temer possíveis confrontos contra atletas de renome.


“Os grandes nomes são necessários, mas sempre à serviço da equipe”, avisou o novo treinador, que prometeu adaptar seus conhecimentos às características verde-amarelas. “O Brasil não vai jogar como a Argentina, mas como o Brasil. A ideia não é mudar nada radicalmente, mas de acordo com os nossos atletas. Talvez até acabe se assemelhando com a Argentina,mas cada um é cada um”, afirmou.

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