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Brasil

Diretora-geral da OMS diz a Temporão que vai corrigir relatório sobre malária

Arquivo Geral

29/09/2008 0h00

Em encontro com Margareth Chan, approved em Washington, check ministro da Saúde do Brasil reforça críticas sobre erros no documento divulgado semana passada. OPAS viu distorções de 200% a 400% em números de todos os países.

O ministro da Saúde, viagra dosage Jose Gomes Temporão, aproveitou encontro com a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, neste domingo (28), em Washington (EUA), para reclamar pessoalmente da incorreção de dados de um relatório divulgado no último dia 18 de setembro sobre a incidência da malária no Brasil. Em resposta, Temporão ouviu da diretora que todas as distorções serão revistas e corrigidas em comum acordo com a OPAS e o Ministério da Saúde.

Nos estados da Amazônia Legal – Roraima, Rondônia, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Acre,
Amazonas e Tocantins -, em 2006, foram notificados 549.184 casos e não 1,4 milhão, como
informou o relatório da OMS.

O ministro reafirmou que não reconhece como verdadeiros os dados que constam do documento
e explicou que a metodologia usada pela OMS não se aplica à situação brasileira, onde, desde 2006, a doença está em declínio. A diretora-geral da OMS ouviu atentamente a explicação do ministro. “Ela não conhecia nossa metodologia”, afirmou Temporão.

A conversa com a diretora-geral da OMS ocorreu durante um almoço promovido por brasileiros que trabalham na OPAS em Washington. O ministro viajou à capital dos EUA para participar do 48o. Conselho Diretor da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), que começa nesta segunda-feira e segue ate o dia 3 de outubro. Temporão assumirá a presidência do Conselho nesta segunda.

Representantes da OPAS informaram ao ministro, também neste domingo, que as incorreções
no relatório da OMS não se restringem ao caso do Brasil. De acordo com análise feita por
técnicos da OPAS, há números superestimados entre 200% e 400% para todos os países das
Américas.  A exemplo de Temporão, que enviou na semana passada um documento solicitando a revisão do material, a OPAS também encaminhou relatório apontando os erros encontrados.

Controle da malária no Brasil

A Amazônia Legal, com 807 municípios, conta com uma rede de 3.290 laboratórios e 41.046
agentes para controle da doença, além de médicos e enfermeiros. Essa grande cobertura
garante extrema sensibilidade do sistema de informação sobre a ocorrência de malária na
região, que concentra 99,7% das notificações de malária do país. A redução da malária no
país é atribuída à expansão da rede de diagnóstico, ao tratamento oportuno e adequado de
paciente e a inclusão de um novo medicamento no esquema terapêutico, desenvolvido pela
Fundação Oswaldo Cruz.

Na forma mais grave da doença – malária P.falciparum – houve uma diminuição de 46,2% dos
casos no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Esse
tipo de malária é o responsável pelas internações hospitalares.

Em relação à forma mais branda da doença, nos primeiros seis meses deste ano, comparados
ao mesmo período de 2007, ocorreu uma queda de 35,2% no número de casos na Amazônia
Legal. A maior redução foi em Rondônia (45,9%), seguido do Amapá (45,3%), Acre (44,1%),
Roraima (43,7%), Mato Grosso (43,1%), Maranhão (41,4%), Amazonas (32,7%) e Tocantins
(30,7%).


 

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