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Brasil

Diamond League sueca tem superação pessoal e recordes intactos

Arquivo Geral

09/08/2010 15h02

A etapa sueca da Diamond League foi realizada nesta sexta-feira na capital do país nórdico, Estocolmo, e contou com um desempenho não tão próximo dos recordes mundiais e olímpicos. Os destaques foram o arremesso de peso e os 100m rasos masculino, onde as marcas locais foram quebradas, além da prova dos 5000m masculino, onde vários atletas bateram suas marcas pessoais – mas não o tempo mais baixo da modalidade.

O maior destaque do dia foi a vitória do norte-americano Tyson Gay sobre o jamaicano Usain Bolt, no duelo mais estelar da modalidade. O confronto não acontecia desde 2009, quando Bolt venceu Gay e marcou o recorde mundial de 9s58 no Mundial de Berlim.

Na etapa sueca, Bolt já não tinha boas recordações, por ser onde havia perdido pela última vez na carreira, ainda em 2008, para o compatriota Asafa Powell. E os maus fluidos persistiram, com Gay largando muito rápido e marcando o tempo de 9s84, novo recorde local – o anterior era de Powell, em 9s86, obtido em 2006. Bolt volta de lesão e conseguiu a marca de 9s97, seguido de Richard Thompson, com 10s10.

Outro recorde local foi no arremesso de peso masculino. O norte-americano Christian Cantwell, líder da Diamond League na classificação geral, precisou de quatro arremessos para ultrapassar os 21 metros, e foi o único a passar dos 22 metros de distância no arremesso que lhe deu o ouro da competição (com 22,09m). A marca determinou a quebra do recorde local anterior, que era de 21,68m, obtida em 1986 por Udo Beyer, da Alemanha Oriental.

Nos 5000m masculino, a prova foi naturalmente dominada pelos fundistas de origem africana, com os três primeiros quebrando recordes pessoais, mas ficando longe dos melhores tempos mundial e local, assim como a melhor marca de 2010 (12min51s21, do queniano Eliud Kipchoge).

O vencedor da prova desta sexta-feira na Suécia foi o queniano Mark Kogsei Kiptoo, que correu a 12min53s46. Dez décimos mais lento foi o segundo colocado, o etíope Dejen Gebremeskel. O terceiro colocado foi Imane Merga, também da Etiópia, dois centésimos depois do compatriota – o que lhe rendeu o bronze e a manutenção da liderança na modalidade.

No salto em altura feminino, a croata Blanka Vlasic até tentou, mas não conseguiu chegar perto dos recordes locais (o qual detém a marca, de 2,07m) e do ano (Chaunte Howard-Lowe, dos EUA, 2,05m), mas manteve a liderança do ranking geral com folga.

A norte-americana inclusive ficou próxima do ouro ao saltar 2 metros cravados, mas Vlasic conseguiu melhorar em dois centímetros a marca da arquirrival e ficar com o ouro. Em terceiro lugar, Emma Green (EUA) e Svetlana Shkolina empataram em 1,94m.

No salto triplo masculino, o francês Teddy Tamgho subiu à liderança geral ao saltar a 17,36m, empatando com o segundo colocado, o sueco Christian olsson, que fez quatro centímetros a menos de distância. O terceiro foi o cubano Alexis Copello, com 17,22m. Todos ficaram longe do recorde local, de 17,93m, e da melhor marca anual, de 17,98m do próprio Tamgho.

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